Rafa num mundo à parte mas com alguns convidados (as exibições dos jogadores do Benfica)
Samuel Soares — Rápido e ágil, na primeira parte foi obrigado a sair três vezes da baliza para agarrar bolas colocadas atrás dos defesas. Ainda agarrou com segurança outra após um canto. Na segunda, pouco ou nada fez. Ainda tentou assistir de uma ponta a outra do caampo Tiago Gouveia, mas a bola saiu longa.
Bah — Muito mais ofensivo que Dahl na primeira parte, foi sempre uma solução positiva na construção dos ataques. Teve quatro lances ofensivos importantes, mas definiu mal e os centros acabaram por morrer nos defesas adversários.
Marcou um golo de elegância clássica, picando a bola sobre o guarda-redes, depois de deixar para trás Pau Navarro e Cardono, como se fosse a coisa mais fácil do mundo. Estava no mundo dele, à parte, acima dos outros, sem ponta de arrogância. Não foi só o melhor pelo golo. Na primeira parte, foi dos poucos que aceleraram para a frente e para trás, neste caso nas ajudas que deu a Bah. Aos 17' o baixinho quase marcou de cabeça. Fez a diferença.
António Silva — O agora capitão de equipa somou dois bons cortes de cabeça e cometeu uma falta dura na primeira parte. Na segunda, jogou pela esquerda, deu corpo a remate ameaçador e um bom corte aos 52' está na origem do primeiro golo.
Lenglet — Não foi pressionado a defender nem no início dos ataques. Aos 11', numa hesitação, deixou escapar Gerard, mas Samuel Soares saiu da baliza e antecipou-se para agarrar a bola. Falta dura e inteligente depois de um mau passe de Dahl que poderia ter tido piores consequências (44'). Saiu ao intervalo.
Dahl — Não foi o apoio ofensivo que Kaminski precisou. Poucas ações de ataque na primeira parte e muitas perdas de bola. Melhorou na segunda parte.
Nem tudo correu bem, recebeu muitas vezes as bolas em condições favoráveis. Deu-se ao jogo, foi ponto de referência para fixar os centrais e combinar com companheiros. Rematou uma vez à figura, outra ao lado do poste esquerdo, fora da área. No lance do primeiro golo, recebeu a bola, rodou e lançou Rafa. O golo que marcou foi à ponta de lança: recebeu com o pé esquerdo, tirou o Pau Navarro da frente e rematou com tanta frieza como precisão para perto do poste esquerdo.
Leandro Barreiro — Corre com a cadência de uma máquina de costura bem afinada para pressionar em zonas altas, depois tentar cortar linhas de passe e até ajudar nas dobras. Dois remates sem perigo, um à figura na primeira parte, outro, no qual poderia ter feito melhor por estar em boa posição na área, ao lado do poste direito na segunda. Aos 49' falhou o tempo para fazer um corte e o Villarreal lançou contra-ataque.
Barrenechea — Aos 19 minutos, picou a bola sobre dois defesas e deixou Rafa em boa posição de marcar. Mais fixo e recuado do que Leandro Barreiro, também falhou mais passes, mesmo tendo corrido poucos riscos.
Entrou depois do intervalo para o lugar de Lenglet e para jogar ao lado de António Silva, pela direita. Que bela surpresa. Deu mais presença física e urgência à defesa, ganhou lances em antecipação, mandou com autoridade. A equipa ganhou, sobretudo, mais capacidade para sair a jogar para a frente e não apenas para o lado. Usou o recurso do passe longo com sucesso, para ultrapassar as linhas de defesa espanholas. Já perto do fim, foi também médio-defensivo.
Sudakov — Perto de Pavlidis e muito tempo longe da bola. Perto do final da primeira parte desceu no campo para estar mais em jogo. Foi infeliz: passes errados e más decisões. Aos 50', por exemplo, recuou e, sob pressão, perdeu a bola, mas o Villarreal não aproveitou a oferta. Remate à figura num livre direto (65').
Kaminski — Entrou com agitação, entregou duas vezes a bola ao adversário, tentou pressionar, aos 15' serviu Sudakov na área, mas os defesas cortaram. Foi perdendo a bola em passes ou dribles. Apanhado em fora de jogo aos 45'. Aos 55', bom momento, atraiu um defesa, rodou e lançou um ataque. Aos 64' bom passe vertical para Sudakov. Foi de menos a mais.
Três minutos depois de ter entrado já estava a cruzar para a área, neste caso sem sucesso. Na jogada seguinte, conduziu a bola da direita para o centro, sem sucesso. Logo a seguir fez o mesmo, num movimento que desequilibrou o adversário, e encontrou Pavlidis na área: o grego marcou. Estava cheio de genica, quis fazer mais e melhor, ajudou a aquecer o sangue da equipa. Marco Silva só pode lamentar não poder utilizá-lo contra o St. Gallen, por castigo.
Tiago Gouveia — Entrou para a esquerda do ataque, sem impacto positivo. Ainda tentou uma acrobacia que animou os adeptos, mas não teve efeito prático.
Ivanovic — Jogou a partir dos 82' como ponta de lança. Poucas bolas lhe chegaram.
Miguel Figueiredo — Belo toque de calcanhar iludiu o defesa que o marcava e lançou Prestianni na direita. Médio-centro com mais ação, com Manu a cobrir-lhe as costas.
Rui Silva — Jogou como central pela direita e acabou com um bom movimento de cobertura na área, evitando remate do avançado.
José Neto — Entrou e depressa participou em dois lances de ataque.
Banjaqui— Em boa posição na área, rematou com perigo, mas Pau Navarro cortou a bola.
Gabriel Índio — Central do lado esquerdo nos últimos 5'.