Clara Morgane. Foto IMAGO - Foto: IMAGO

Quando o Marselha desconcentrou o PSG com atriz pornográfica (fotos)

Foi há 20 anos, mas Boukary Dramé não esquece presença de Clara Morgane junto ao balneário dos parisienses

Convidado do programa programa FD Extra-Time, Boukary Dramé, antigo defesa do PSG, recordou um polémico clássico frente ao Marselha, em outubro de 2005, marcado por um cheiro a amoníaco no balneário e pela presença inesperada de Clara Morgane, na altura atriz pornográfica, que terá desviado as atenções dos jogadores parisienses.

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A história remonta a 16 de outubro de 2005, num jogo em que o PSG se deslocou ao Stade Vélodrome para defrontar o Marselha. Dramé, agora com 40 anos, relatou os insólitos acontecimentos que antecederam o apito inicial e que, na sua opinião, contribuíram para a derrota dos parisienses por 0-1.

O primeiro incidente ocorreu no balneário, onde os jogadores do PSG se queixaram de um forte cheiro a amoníaco. «Não sabemos que produto puseram no balneário, mas era impossível respirar. Espirrávamos, arranhava a garganta…», recordou o antigo jogador. Devido à situação, a equipa foi encaminhada para um balneário secundário, algo que Dramé considerou «estranho num dia de jogo». Na altura, o então presidente do Marselha, Pape Diouf, justificou o sucedido com a necessidade de desinfetar o espaço devido a um mau cheiro proveniente dos esgotos.

No entanto, as surpresas não ficaram por aí. Segundo Dramé, a caminho da sala de fisioterapia, os jogadores depararam-se com uma cena invulgar. «Para lá chegar, há um corredor. E ao longo desse corredor, há umas escadas. No topo dessas escadas, estavam o Michael Youn e a Clara Morgane. Estavam sentados, a conversar», descreveu, questionando a coincidência: «Não sei o que raio estavam ali a fazer, mas penso que foi tudo calculado, não?»

Para o ex-defesa, a presença da atriz de filmes para adultos — que se converteu em cantora e agora tem um cabaret em nome próprio —, conhecida adepta do Marselha, longe da zona VIP, foi uma manobra deliberada para desestabilizar a equipa parisiense. O efeito, segundo ele, foi imediato. «No balneário só se falava disso. Não quero citar nomes, mas havia quem quisesse ir à sala de fisioterapia só para a ver. Já não estavam muito concentrados no jogo. Estavam interessados noutra coisa», afirmou Dramé, acrescentando que a afluência à sala de massagens aumentou subitamente: «Havia mais jogadores do que o habitual».

Nessa noite, o Marselha venceu graças a um golo de cabeça de Lorik Cana, na sequência de um canto marcado por Samir Nasri, um resultado que, para Boukary Dramé, esteve diretamente ligado à peculiar preparação do jogo.