Tribuna do Estádio Cidade de Coimbra com André Villas-Boas e Pedro Proença. Foto: FPF (FC Porto-Torreense)
Tribuna do Estádio Cidade de Coimbra com André Villas-Boas e Pedro Proença. Foto: FPF (FC Porto-Torreense)

Proença: «Opiniões do cidadão não podem ser confundidas com as do presidente da FPF»

Abordou as polémicas que têm marcado o futebol português e apelou a uma época mais tranquila, garantindo que a FPF tudo fará para defender a integridade das competições

Após a Supertaça, Pedro Proença abordou as recentes polémicas que têm marcado o futebol português, desde os áudios que envolveram o presidente da FPF às questões relacionadas com o Conselho de Arbitragem. O dirigente garantiu que estão reunidas as condições para uma época em que «os grandes interesses desportivos estarão à frente de tudo».

Questionado sobre se estão criadas as condições para uma temporada de paz, Proença destacou o ambiente vivido na Supertaça e apontou já para os desafios dos próximos meses. «Iniciámos a nova temporada com todas as condições, numa grande festa, com duas equipas que representam comunidades. Uma época preparada — teremos 10 meses muito intensos —, na qual os grandes interesses desportivos estarão à frente de tudo», afirmou.

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol falou depois sobre os polémicos áudios recentemente divulgados e fez questão de separar as opiniões pessoais do cidadão Pedro Proença das funções que atualmente desempenha enquanto presidente da FPF. «Em momento nenhum, as opiniões do cidadão Pedro Proença se podem confundir com o papel atual e as opiniões formais do presidente da Federação. Dizer também que manipulações, conversas truncadas, associadas a alguém são atos de cobardia e ilegais. Não permitirei que seja posta em causa a dignidade do cidadão Pedro Proença», garantiu.

«Foi clara a conversa que foi tida com os árbitros e a intenção da Federação de dar condições aos árbitros, para que as competições sejam mais saudáveis e seja defendida a integridade. Da parte da FPF, tudo faremos para que isso aconteça», acrescentou.

Sobre o processo de inquérito a Luciano Gonçalves e as questões que envolveram o Conselho de Arbitragem, o dirigente federativo sublinhou a autonomia do órgão e considerou que, do ponto de vista desportivo, o assunto está ultrapassado. «O Conselho de Arbitragem tem autonomia própria e foi eleito de forma autónoma. Foi o próprio CA que disponibilizou determinadas circunstâncias ao Conselho de Justiça, que tomou uma decisão independente. Do ponto de vista desportivo, tudo estará sanado», afirmou.

«O que queremos é que todos os membros do setor arbitragem tenham todas as condições para terem uma época desportiva tranquila. O futebol português tem desafios imensos pela frente, estamos numa antecâmara de uma organização de um Mundial, e tenho a certeza que a positividade do futebol português vai ficar definida», concluiu.

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