Rogério Azevedo, jornalista de A BOLA, comenta os áudios do presidente da Federação Portuguesa de Futebol

A reação de Pedro Proença aos áudios polémicos: «Ilegal e cobarde»

Presidente da FPF deixou uma mensagem nas redes sociais

Pedro Proença, presidente da Federação Portuguesa de Futebol, reagiu, esta quarta-feira, aos polémicos áudios que têm colocado as redes sociais e a Internet em estado de sítio. Nos áudios, o atual presidente da FPF e ex-responsável máximo da Liga e igualmente antigo árbitro, fala da qualidade no setor, da sua ligação a José Fontelas Gomes, e ainda dos processos judiciais ao Benfica. Na sequência do caso, Pedro Proença reuniu-se esta quarta-feira de manhã com a APAF (Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol) na FPF e falou na terça-feira com José Fontelas Gomes, antigo presidente do Conselho de Arbitragem e atual vice-presidente da FPF, para esclarecer a situação.

«As conversas agora vindas a público – repito, privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas - foram mantidas há mais de dois anos, num contexto pré-eleitoral, com todos os Clubes do Futebol Profissional e todos os restantes stakeholders do Futebol Português, em reuniões nas quais me apresentei, única e exclusivamente, como candidato às eleições para a Federação Portuguesa de Futebol», começou por esclarecer o dirigente, numa nota partilhada nas redes sociais: «Nessas reuniões, mantidas nesse contexto muito específico, foram abordadas diversas matérias relevantes para o futuro do Futebol Português, entre as quais a arbitragem, a disciplina ou a equipa que me acompanharia caso o meu projeto fosse escolhido pelos Sócios Ordinários da Federação Portuguesa de Futebol.»

Reservo-me ainda o direito de acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública

Pedro Proença reservou ainda o direito de «acionar todos os meios legais à disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública».

«Tratando-se de conversas mantidas, como já referido, há mais de dois anos, reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação, convidando todos a fazerem, de forma séria, essa reflexão. Constituindo matéria criminal suscetível de apreciação pelas entidades competentes, reservo-me ainda o direito de acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública», completou.

Reação de Pedro Proença:

Apesar da relutância - que penso dever ser comum a qualquer cidadão, independentemente da sua profissão, cargo ou estatuto - em comentar áudios que, além de obtidos e divulgados de forma ilegal e imoral, apresentam excertos de conversas privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, distorcidas, incompletas e descontextualizadas, sinto ser meu dever prestar os seguintes esclarecimentos:

1 – As conversas agora vindas a público – repito, privadas, informais, truncadas, meticulosamente selecionadas, incompletas e descontextualizadas - foram mantidas há mais de dois anos, num contexto pré-eleitoral, com todos os Clubes do Futebol Profissional e todos os restantes stakeholders do Futebol Português, em reuniões nas quais me apresentei, única e exclusivamente, como candidato às eleições para a Federação Portuguesa de Futebol;

2 – Nessas reuniões, mantidas nesse contexto muito específico, foram abordadas diversas matérias relevantes para o futuro do Futebol Português, entre as quais a arbitragem, a disciplina ou a equipa que me acompanharia caso o meu projeto fosse escolhido pelos Sócios Ordinários da Federação Portuguesa de Futebol. Entre muitos outros temas. Trataram-se de reflexões conjuntas que ficaram, de resto, explanadas no Programa Eleitoral com que me apresentei ao ato eleitoral para a FPF e que estão hoje em implementação no Plano Estratégico 2024-36.

3 – Tratando-se de conversas mantidas, como já referido, há mais de dois anos, reservo-me o direito de questionar não apenas a intencional forma contextualmente deturpada com que são apresentadas mas também o timing da sua divulgação, convidando todos a fazerem, de forma séria, essa reflexão.

4 - Constituindo matéria criminal suscetível de apreciação pelas entidades competentes, reservo-me ainda o direito de acionar todos os meios legais à minha disposição contra quem, de forma ilegal e cobarde, contribuiu para a sua obtenção e posterior divulgação pública.

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