A camisola principal do Uruguai para o Mundial 2026
A camisola principal do Uruguai para o Mundial 2026 - Foto: IMAGO

Problema insólito afeta camisolas do Mundial 2026

Nike admite falha estética nos ombros dos equipamentos que produziu para a prova da FIFA

A Nike admitiu a existência de um problema estético nas costuras dos ombros dos novos equipamentos para o Mundial, garantindo que está a trabalhar para encontrar uma solução, depois de várias queixas de adeptos e da visibilidade do defeito nos jogos das seleções.

O problema tornou-se evidente durante a última pausa para os compromissos internacionais, quando os jogadores estrearam os novos equipamentos. Uma protuberância na costura dos ombros chamou a atenção, sendo mais notória em algumas camisolas do que noutras. Enquanto no equipamento principal dos Estados Unidos era quase impercetível, na camisola usada pela França, por exemplo, o efeito foi descrito como «quase cómico».

Mbappé no duelo particular com o Brasil

Ainda em vários jogadores do Uruguai, no particular contra a Inglaterra, a costura saliente levou a comparações até com... personagens de desenhos animados.

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Segundo o The Guardian, um porta-voz da gigante de vestuário desportivo reconheceu a falha. «Durante a recente pausa internacional, observámos um pequeno problema com os nossos equipamentos das seleções nacionais, mais visível na zona da costura do ombro», afirmou a empresa, acrescentando: «O desempenho não é afetado, mas a estética geral não está ao nível que deveria estar».

A reação dos adeptos nas redes sociais foi imediata, com muitos a partilharem problemas semelhantes com as camisolas que compraram, cujos preços chegam aos 130 euros. Alguns relataram que conseguiram atenuar o problema lavando as camisolas ou usando um vaporizador.

Esta falha contrasta com a forte promoção que a Nike fez da tecnologia e do design dos equipamentos aquando do seu lançamento em março. A marca destacou o design Aero-FIT, presente em todas as camisolas autênticas, como uma solução para as altas temperaturas esperadas no Mundial, que se realizará nos EUA, Canadá e México. Segundo o material de marketing, a tecnologia «recorre a design computacional e a um processo de tricotagem altamente especializado e específico para cada ponto para ajudar os atletas a manterem-se frescos».

A Nike está agora, adianta o jornal britânico, em conversações com as federações e fornecedores para avaliar os próximos passos. A resolução do problema representa um enorme desafio logístico, não só pelo curto espaço de tempo até ao início do Mundial, em pouco mais de dois meses, mas também devido ao elevado número de camisolas já vendidas. Resta saber se os equipamentos serão redesenhados e que tipo de compensação será oferecida aos adeptos insatisfeitos.

Recorde-se que a coleção de equipamentos para o Mundial, que inclui seleções como França, Inglaterra, Canadá e Uruguai, tinha sido inicialmente bem recebida pela crítica e pelos adeptos. Portugal, recorde-se, trocou a Nike pela Puma no início do ano passado.