Maverick Viñales - Foto: IMAGO

Maverick Viñales: «A KTM enviou-me um contrato, assinei-o e duas semanas depois cancelaram-no»

Espanhol sente-se fora do mundo do motocociclismo

Maverick Viñales revelou ter assinado um novo contrato com a KTM para o MotoGP, apenas para ser informado posteriormente pelo construtor austríaco de que o acordo «não era válido». O piloto espanhol sente-se agora «fora deste mundo» do motociclismo, com o final da sua carreira na categoria rainha a parecer cada vez mais próximo.

Viñales admitiu que o seu futuro no MotoGP está em xeque, numa altura em que a grelha para 2027 está praticamente fechada. Apenas a Tech3, a sua equipa atual, ainda não finalizou o seu alinhamento para o próximo ano.

O piloto já tinha antecipado este desfecho em Assen, há duas semanas, ao afirmar que «não ter sido convocado para o teste de Brno deixa claro» que não vai continuar com a KTM. Uma previsão que se confirmou, com Viñales a admitir que as conversas com a equipa cessaram por completo.

«Já não. Não vou falar com eles. Penso que na semana passada foram os termos finais. Por isso, depois disso, obviamente, não falo mais», declarou, quando confrontado com a situação em Sachsenring.

Sobre os seus planos, Viñales descartou a permanência no MotoGP, onde já não existem lugares vagos. «Não sei. Penso que na mota fiz tudo o que podia», afirmou, acrescentando que não está ativamente à procura de oportunidades noutras categorias. «Talvez queira competir e desfrutar das corridas. Mas, neste momento, não estou à procura de nada. Estou à procura de umas férias fantásticas.»

Pressionado a detalhar a situação, o piloto espanhol explicou a cronologia dos acontecimentos que o deixaram desiludido com a KTM.

«Depois de Montmeló, pelo que foi publicado, soube que o Fabio Di Giannantonio ia ficar com o meu lugar. Então, perguntei à KTM sobre isso e, quando cheguei a Mugello [31 de maio], enviaram-me um contrato. Enviaram-no para o meu e-mail. E assinei-o.»

Viñales confessou que os termos não eram favoráveis, mas a vontade de competir e a confiança nos engenheiros da marca levaram-no a aceitar.

«Ok, a verdade é que não era nada bom. Mas, de qualquer forma, queria correr. Acredito mesmo nos engenheiros da KTM. Por isso, mesmo sendo contra os meus próprios interesses, assinei-o. E duas semanas depois, disseram-me que não era válido. O que se pode esperar depois disso?», desabafou.

A forma como o processo foi conduzido deixou marcas profundas no piloto. «Não quero continuar aqui. Eles não levaram a sério. É por isso que me sinto fora do mundo do motociclismo», concluiu, embora não feche a porta a outras modalidades, como as corridas de resistência, que considera «muito divertidas.»

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