Jogo de voleibol entre o Sporting e o Benfica 2025-26. Foto SL Benfica
Jogo de voleibol entre o Sporting e o Benfica 2025-26. Foto SL Benfica

Primeiro dérbi do título este sábado: Sporting e Benfica rivais na ambição

A final do play-off da Liga arranca no Pavilhão João Rocha (19h00). Sporting corre pelo bicampeonato e o Benfica pela reconquista. A antevisão pelos dois treinadores

O Sporting e o Benfica iniciam este sábado, a partir das 19h00, a final do play-off da Liga de voleibol masculina, a decidir-se à melhor de cinco jogos, o primeiro no Pavilhão João Rocha, morada do campeão nacional e primeiro classificado da fase regular esta temporada. Por este este último mérito, os leões beneficiam de fator casa, de mais um jogo em reduto próprio, o quinto, em caso de necessidade de desempate (2-2), a fechar a série.      

O treinador do Sporting, João Coelho, define o objetivo da equipa no arranque para a pretendida revalidação do título nacional: começar a final com uma vitória caseira. «A equipa está preparada, preparou-se todo o ano, trabalham para isto. Muito motivados, obviamente que o que está para trás já passou. Começa 0-0 o jogo e queremos iniciar uma final com uma grande exibição, a fazer jus ao que fomos durante a época», afirmou o técnico aos meios de comunicação do clube.

João Coelho antecipa um dérbi «muito equilibrado, muito imprevisível» entre «duas grandes equipas, que sabem jogar estas fases». Para o Sporting, a estratégia é clara: «Temos de ser agressivos em todas as componentes técnicas e tácticas da partida e começar com o pé direito, ganhar, a jogar em casa perante o nosso público».

João Coelho, treinador de voleibol do Sporting (foto Miguel Nunes)

O treinador identificou o primeiro toque como um fator que pode ter um «carácter emocional» de grande relevo neste primeiro encontro. Ciente de que o Benfica procurará explorar o serviço, o técnico leonino foi taxativo quanto à receita para o sucesso.

«Nós temos de defender mais do que eles, blocar mais do que eles, atacar melhor, recebermos e servirmos melhor do que eles, portanto temos de mandar no jogo em todas as suas fases», detalhou.

O Benfica prepara a final do play-off com a reconquista do título em mente e o treinador Marcel Matz realçou a ambição do coletivo, garantindo que «tentou fazer de tudo» para que o coletivo encarnado «chegasse num bom momento» aos jogos decisivos. Ciente da qualidade do adversário, o técnico das águias apontou o caminho para o sucesso: «Cabe-nos trabalhar muito e forte durante muito tempo e tentar fazer com que a final do play-off caia para o nosso lado», disse em antevisão da partida à BTV.

Marcel Matz: «Evitar surpresas do nosso lado»

Marcel Matz revelou que a preparação da equipa não se baseou excessivamente na observação do jogos do Sporting na meia-final contra o V. Guimarães, onde os leões fizeram várias experiências. «O Sporting mexeu bastante no processo, por opção. Acho que não foi por necessidade, mas para fazer algumas experiências», explicou, acrescentando que a estratégia passará por focar-se no próprio trabalho. «Trabalhamos numa linha de raciocínio coletivo que já tínhamos».

Marcel Matz confia na capacidade da sua equipa, que já foi pentacampeã (foto SL Benfica)

O treinador benfiquista partilhou ainda que a preparação para o dérbi incluiu conversas produtivas com o plantel para reforçar a necessidade de consistência. «Já tivemos boas conversas, no sentido de que precisamos de estar num bom momento. Precisamos de estar consistentes durante esta reta final», afirmou. A aposta é no trabalho de equipa para evitar surpresas: «De forma muito prática, cada jogador sabe o que pode dar e o que o companheiro pode esperar. Vamos tentar que não haja surpresas do nosso lado».

Para uma final que se antevê longa e disputada, sendo à melhor de cinco jogos, o técnico garante que a equipa «continuará a trabalhar para melhorar e ser consistente». A ambição é clara: «Desde a primeira bola até ao final do play-off, queremos tentar surpreender positivamente. Essa é a minha expectativa e o meu discurso com os jogadores», concluiu.