Prestianni: processo de contraordenação na APCVD ainda em fase de instrução
O processo de contraordenação relativo ao incidente com Gianluca Prestianni, no jogo entre o Benfica e o Real Madrid, continua em «fase instrutória», confirmou esta terça-feira a Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD).
A investigação foi aberta a 18 de fevereiro para apurar os acontecimentos no Estádio da Luz em que Vinícius Júnior alegou ter sido alvo de insultos racistas por parte do jogador argentino do Benfica. O incidente levou o árbitro da partida, o francês François Letexier, a interromper o jogo e a acionar o protocolo antirracismo.
Em resposta à agência Lusa, a APCVD, organismo tutelado pelo Governo, esclareceu que o seu processo corre de forma «independente» das decisões tomadas por instâncias desportivas internacionais, como a UEFA. «O processo contraordenacional corre termos de forma independente ao processo disciplinar, não tendo a APCVD qualquer jurisdição sobre os procedimentos disciplinares», reiterou a entidade.
Há semanas, a UEFA deu a sua decisão e suspendeu Prestianni por seis jogos, três dos quais com pena suspensa, por «insultos homofóbicos», arquivando a acusação inicial de racismo.
A APCVD sublinhou que se rege pelo Regime Geral das Contraordenações e, subsidiariamente, pelo Código Penal, com prazos e critérios de prova distintos dos regulamentos desportivos.
O avançado argentino, de 20 anos, já cumpriu um jogo de suspensão e terá de cumprir mais dois, que poderão ser aplicados ao serviço da seleção da Argentina no Mundial 2026, caso seja convocado.
Devido a incidentes nesse jogo, o Benfica já tinha sido sancionado com o fecho parcial do estádio, uma punição com pena suspensa por um ano, e uma multa de 40 mil euros devido ao comportamento dos seus adeptos.
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