Com LeBron em Luanda, FC Porto vence Sporting em final com expulsões
LeBron James está na capital de Angola com a sua equipa para acompanhar a etapa do Campeonato Mundial de barcos eléctricos E1 e participar em outros eventos, alguns relacionados com basquetebol, mas não apareceu na Arena Multiusos do Kilamba para assistir à vitória do FC Porto sobre o Sporting por 88-77 (22-19, 27-15, 11-25, 28-18) na final do 1.º Torneio Internacional de Luanda.
Se o tivesse feito, assistiria igualmente ao sururu que aconteceu aos 2.27m do início do quarto período (66-61) entre jogadores das duas formações, que levou às expulsões de Tanner Omlid nos azuis e brancos, assim como de Trevor Baskin e, mais tarde, de João Fernandes, ambos dos verdes e brancos, manchando uma partida que nem sempre havia sido de elevada qualidade técnica, mas onde os dois conjuntos mostravam a ambição de vencer.
Horas antes, o Petro de Luanda havia derrotado o 1.º de Agosto por 86-77 no encontro para decidir o 3.º lugar.
O incidente, que acabou por marcar tristemente o encontro — o segundo entre os dois conjuntos no espaço de uma semana e que no próximo dia 26 se voltam a encontrar para a discussão da Supertaça —, aconteceu quando, num contra-ataque dos portistas, Baskin (6 pts, 2 res) agarrou por trás os braços de Childe Dundão (13 pts, 7 ass), que ia no ar a fazer o lançamento, levando o base dos campeões nacionais a cair desamparado.
Omlid (13 pts, 5 res, 2 ass), que assistira Dundão no contra-ataque, atacou Baskin, que caíra no chão, e num ápice basquetebolistas, técnicos e staff de ambos os lados envolveram-se num turbilhão entre empurrões e tentativas de apaziguamento da situação, acabando Fernandes (9 pts, 8 res) por receber falta técnica.
No que se refere ao jogo em si, os de Alvalade entraram melhor e aos 3m lideravam por 0-6, com os portistas, sem eficácia, a conseguirem os primeiros pontos da linha de lance livre através de Miguel Queiroz (6 pts, 6 res).
Levou tempo para que os homens de Fernando Sá acertassem as movimentações e finalizações, mas, quando o fizeram, um parcial de 9-2 (15-14) trouxe-os pela primeira ocasião ao comando, a 2.43m do fim do quarto inaugural. E até esgotar os 10m, Gonçalo Delgado (10 pts, 3 res) haveria de assegurar que entravam a vencer no período seguinte (22-19).
O poste e os quatro triplos que o FC Porto conseguira até então ajudavam. Mas havia mais, pois no 2.º quarto três dos quatro primeiros lançamentos dos nortenhos foram para lá da linha dos 6,75m, catapultando a equipa para uma sequência de 21-8 (43-27) que parecia ir matar a expectativa da final.
Mas não. Trevor Baskin, André Cruz (14 pts, 6 res, 2 ass) e Francisco Amarante (19 pts, 5 res) rebocaram os leões no 3.º quarto, onde um parcial de 6-20 (55-54) reduziu a diferença a um ponto. Margem que se manteve, mas a 60-59, à entrada para o último período.
Tudo podia então acontecer. E aconteceu! O FC Porto converteu mais dois triplos (66-61) — acabou com 15/39 (38%), contra 6/24 do adversário —, Baskin teve uma atitude desnecessária, e os dragões resolveram a final com um arrasador parcial de 23-4 (83-65), com Dundão e Corey Williams (15 pts) em evidência.
O Sporting pode ter levado a melhor na luta das tabelas (33-47), mas as percentagens de lançamento e as bolas perdidas (7-14) tiveram peso no desaire.
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