Prestianni, jogador do Benfica - Foto: IMAGO

«Prestianni é um cavalo difícil de domar»

Ainda a polémica do argentino com Vinícius Jr

Gastón Fernández, representante de Gianluca Prestianni, abordou o polémico episódio com Vinícius Junior na Liga dos Campeões, que resultou numa suspensão para o argentino e o deixou de fora do jogo da segunda mão contra o Real Madrid, no 'play-off' de acesso aos oitavos de final da prova.

Em declarações ao Clank!, o agente explicou como o jovem viveu os dias seguintes ao incidente. «Durante o jogo acontecem coisas e, quando acaba, passados dois minutos estamos a abraçar-nos. Acompanhámos o Gianluca, porque estava obviamente abalado pelo assédio em todo o mundo», afirmou Fernández.

O empresário descreveu Prestianni como «um cavalo difícil de domar», referindo-se às suas publicações impulsivas nas redes sociais. «Às vezes podemos dizer-lhe as coisas, mas ele é impulsivo. Não é nada do que quiseram insinuar. A partir daí, metemo-nos pouco, porque acreditávamos que a questão tinha de ser conduzida pelo Benfica e pelo Gianluca, que é um jogador deles», acrescentou.

Fernández revelou ainda o conselho que deu ao seu representado: «A partir de agora, não responder. Ouvir o clube, os teus colegas e o treinador». O agente também elogiou a postura de Mourinho no caso, afirmando que as suas declarações mostraram «a cordialidade de alguém que quer diminuir o nível de conflito e ajudar a que a situação para um dos seus jogadores seja passageira».

O próprio Gianluca Prestianni já tinha falado sobre o sucedido numa entrevista à Telefé. «O que mais me doeu foi ser acusado de algo que nunca fiz. Mas, felizmente, estou muito tranquilo porque todos os que me conhecem sabem que tipo de pessoa sou, e isso basta-me», desabafou o jogador.

O extremo argentino lamentou a sanção que o impediu de jogar na segunda mão. «Não jogar o segundo jogo doeu-me muito. Castigaram-me por algo que não disse. Julgaram-me e sancionaram-me sem provas. Mas já passou», disse, acrescentando: «Tive colegas da mesma cor de pele que o Vinícius e nunca aconteceu nada com nenhum deles, pelo contrário. Senti que as pessoas só tentavam criar drama por coisas que não eram verdadeiras. Para nós, argentinos, palavras como ‘maricón’ ou ‘cagón’ são insultos comuns».

Prestianni também se referiu a Kylian Mbappé, afirmando: «É um insulto chamar racista a alguém quando nunca o fui nem serei. Obviamente, ele estava a tentar provocar-me durante o jogo. Nunca quis reagir e não o farei.»