Klopp recorda Diogo Jota: «Ensinou-me muitas coisas, sem eu sequer perceber»
«Diogo Jota - Nunca mais é muito tempo», é o título da biografia oficial de Diogo Jota, da autoria de José Manuel Delgado, antigo Diretor-Adjunto de A BOLA e atual colaborador do jornal.
O livro, da Federação Portuguesa de Futebol, editado pela Cultura Editora, é lançado esta sexta-feira, mas nas linhas que se seguem apresentamos o excerto que contempla o testemunho de Jurgen Klopp, técnico alemão que trabalhou com Jota no Liverpool.
«No futebol, como em qualquer outra atividade, ninguém tem de ser perfeito, e isso é uma coisa boa. Contudo, a verdade é que um jovem como o Diogo ensinou-me muitas coisas, sem eu sequer perceber que o estava a fazer. Recordo o primeiro encontro, quando lhe disse, à frente da Rute: ‘Até agora, foste cem por cento responsável pelo teu desenvolvimento. A partir daqui dividimos isso. Tu focas‑te no que fazes bem, e eu mostro‑te como melhorar’».
E detalhou o contexto e a dificuldade da mudança que Jota, então, enfrentou: «Ir dos Wolves para Anfield era um grande passo. O Liverpool é gigantesco; as expectativas estavam altas e ele precisava de lidar com a própria ambição, mas também com a cobrança do mundo exterior, que o observava à lupa. Eu queria aliviar‑lhe o peso e que ele sentisse que não precisava de se preocupar com essas partes novas, pois guiá‑lo‑ia pelas dificuldades, para que pudesse concentrar‑se em jogar. Estaria sempre por perto».
E Klopp evocou um episódio doméstico: «Conheci‑o com a então namorada, com quem viria a casar, e acompanhei o nascimento dos filhos. Inclusivamente, antes de nascer o mais velho, disse‑me que estava a pensar que seria boa ideia a cadela ter cãezinhos ao mesmo tempo. Respondi‑lhe que a chegada de um recém‑nascido, por si, já é uma grande mudança, mas ter ao mesmo tempo uma ninhada de cachorros em casa seria um desafio enorme».
No final, houve bebé… e cãezinhos.»