Portugal regressa a casa com a medalha de bronze do Mundial.
Foto Sasa Pahic Szabo / kolektiff
Portugal regressa a casa com a medalha de bronze do Mundial. Foto Sasa Pahic Szabo / kolektiff
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Portugal conquista bronze no Mundial

A Seleção Nacional de andebol em cadeira de rodas, que detém o título de campeã europeia, melhorou o 7.º lugar obtido na edição de 2024 e o treinador Danilo Ferreira pede mudanças nos paradigmas do desporto português

A Seleção Nacional de andebol em cadeira de rodas garantiu o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 2026, ao derrotar o Chile por 2-1 num encontro decidido no terceiro e último set. A partida, disputada no Palau d’Esports de Granollers, em Espanha, valeu a medalha de bronze à equipa das quinas.

Depois da derrota na meia-final frente ao Japão, Portugal entrou determinado no jogo de atribuição do bronze. A equipa lusa, na variante ACR4, venceu o primeiro parcial por 7-5, mas cedeu no segundo por uma margem mínima de 11-12, decidido em golo de ouro. No set decisivo, a superioridade portuguesa foi evidente, com um triunfo por 6-2 que selou a conquista da medalha.

O quarteto inicial de Portugal foi composto por Rui Rodrigues, Ricardo Queirós, João Jerónimo e Diana Machado. A equipa nacional entrou forte e adiantou-se rapidamente para 4-0, com dois remates em rotação de Ricardo Queirós. Apesar da resposta chilena, que reduziu para 5-3, Portugal manteve o controlo e fechou o primeiro set na frente (7-5). Este parcial ficou ainda marcado pela expulsão de Rui Rodrigues e por um livre de 7 metros defendido por Queirós.

O segundo set foi o mais renhido da partida, com sucessivas trocas na liderança do marcador. O Chile chegou a ter uma vantagem de dois pontos (3-5 e 5-7), mas Portugal, com Queirós e Rodrigo Vieira em destaque, conseguiu levar a decisão para os momentos finais. Um golo de Jorge Carrasco, com a baliza lusa desguarnecida, acabou por dar a vitória ao Chile por 12-11, forçando a realização de um terceiro set.

No parcial decisivo, a Seleção Nacional não deu hipóteses. Com uma defesa sólida e eficácia no ataque, Portugal construiu uma vantagem de 4-0. O Chile ainda reduziu para 4-2, mas um novo golo de Queirós fixou o resultado final em 6-2, confirmando a vitória e a medalha de bronze para a equipa das quinas.

Ricardo Queirós foi a grande figura do encontro, terminando como melhor marcador com 16 pontos. Além da sua contribuição ofensiva, esteve imperial na baliza, com uma eficácia de 67% e dois livres de 7 metros defendidos. Rodrigo Vieira, com seis pontos, e João Jerónimo, com dois pontos e três assistências, também foram cruciais para o triunfo.

No final, o Selecionador Nacional, Danilo Ferreira, estava naturalmente contente.

«Analisámos o Chile e percebemos que atacavam sempre com quatro jogadores, de baliza aberta, procurando jogar muito com o pivô — a primeira linha fazia a atração e fixação dos nossos defesas para depois servir o pivô para um remate fácil aos seis metros. Penso que os surpreendemos porque tirámos o nosso guarda-redes habitual, o Pedro Marques, e colocámos outro guarda-redes mais alto para dificultar os remates próximos da baliza, além de termos executado muito bem o dois-contra-um sobre o pivô. Eles não conseguiram fazer o jogo de que gostam e entrámos muito bem na partida. Tivemos algum nervosismo por sabermos da importância do confronto, mas fomos controlando pouco a pouco e conseguimos levar a medalha de bronze, que era o que mais queríamos neste momento.»

A Seleção Nacional de andebol em cadeira que detém o título de campeã europeia, melhorou significativamente o 7.º lugar obtido na edição de 2024.

No jogo decisivo pela medalha de bronze, Portugal venceu o Chile por 2-1, com os parciais de 7-5, 11-12 e 6-2. O percurso da equipa das quinas até ao pódio incluiu uma derrota inicial com o Brasil (0-2) e uma vitória sobre a Índia (2-0) na fase de grupos. Nos quartos de final, a seleção nacional superou a França por 2-0, mas acabou por ser derrotada nas meias-finais pelo Japão, pelo mesmo resultado.

Após a conquista, o selecionador Danilo Ferreira sublinhou a importância do resultado e apelou a mais apoios para a modalidade. «É necessário que as pessoas com responsabilidades olhem para este percurso e pensem em mudar os paradigmas do nosso desporto para podermos continuar neste patamar», afirmou, alertando para o nível crescente da competição, que este ano contou pela primeira vez com 12 equipas.

«Precisamos de trabalhar mais e melhor, de ter mais atletas, mais clubes e mais apoios para que Portugal continue a marcar presença em competições desta qualidade».

De salientar ainda a presença portuguesa na final da prova, com a nomeação do árbitro Nelson Santos para o encontro que opôs o Japão à anfitriã Espanha.

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