Borja Sainz decisivo - Foto: Catarina Morais/Kapta+
Borja Sainz decisivo - Foto: Catarina Morais/Kapta+

Borja Sainz a tempo de desatar um nó complicado (as notas do FC Porto)

Espanhol aproveitou o infortúnio de Oskar Pietuszewski para ser o herói em Barcelos. Bednarek e Kiwior voltaram a formar um autêntico muro polaco. Froholdt voltou às grandes exibições e foi decisivo no golo
O melhor em campo - Borja Sainz (nota 7)

Diz o adágio popular que o azar de uns é a sorte de outros. Foi isso que se passou com Borja Sainz em Barcelos, ele que inicialmente iria começar a partida no banco de suplentes, mas foi chamado à última hora perante o infortúnio de Oskar Pietuszewski, que sentiu um desconforto muscular no período de aquecimento. O extremo espanhol teve o ensejo de brilhar logo no primeiro tempo, mas perdeu uma soberana oportunidade só com Lucão pela frente. Ainda assim, num jogo em que o FC Porto estava obrigado a vencer e a deixar para trás a imagem negativa patenteada contra o PSV, Borja Sainz foi letal no segundo tempo, dando a melhor sequência a um cruzamento de Froholdt. Foi determinante num triunfo suado e que permite o pleno aos dragões no campeonato.

Diogo Costa (6) — Sempre atento às movimentações dos avançados do Gil Vicente, mormente às investidas de Murilo, nunca foi verdadeiramente colocado à prova, exceção feita aos 80 minutos quando se lançou ao solo para suster um remate forte do extremo gilista. De resto, sempre bem entre os postes e a sair deles.

Alberto (6) — Bastante ativo nos primeiros minutos, com várias investidas junto à linha de fundo. Com o adversário bastante subido no terreno, preocupou-se depois em defender e fê-lo com grande sentido de entreajuda.

Bednarek (6) — Grande exibição do capitão... sem braçadeira. Cortes providenciais quando o Gil Vicente se acercou da baliza de Diogo Costa e também perigoso nas bolas paradas na área contrária. Foi sempre um autêntico esteio a comandar as tropas e festejou de forma efusiva um importante triunfo num campo tradicionalmente complicado para os azuis brancos.

Kiwior (6) — Foi apenas uma vez ultrapassado por Murilo nos momentos iniciais do encontro, mas depois acertou marcações e mostrou uma vertente em que é demasiado forte: a qualidade de passe na saída de bola. Chegou a colocar André Silva na rota do golo, mas o avançado não foi lesto o suficiente para atingir o alvo.

Zaidu (5) — Apesar do erro comprometedor que teve na Champions com o PSV manteve a confiança de Francesco Farioli em Barcelos e não se pode dizer que não tenha cumprido a missão. Aventurou-se no ataque e fez alguns cruzamentos perigosos, mas sem a devida sequência dos companheiros da linha ofensivo.

Pablo Rosario (5) — Errou vários passes no início do encontro, mas a espaços soltou-se da pressão alta do Gil Vicente. Colocou André Silva em boa posição para marcar numa iniciativa individual. Santi García deu-lhe imenso trabalho, já que foi uma autêntica sombra do internacional dominicano.

Froholdt (7) — Após alguns desempenhos bastante apagados nos últimos encontros, o dinamarquês esteve num patamar acima da média na deslocação ao Minho, estando mesmo na génese do golo do FC Porto, com um cruzamento primoroso que Borja Sainz aproveitou para ajudar a equipa a conquistar mais três pontos preciosos. O médio esteve irrepreensível tanto a defender como a atacar.

Gabri Veiga (5) — Longe do fulgor já evidenciado esta época, o espanhol não teve grande influência no jogo da equipa. Teve apenas um remate sobre a barra e pouco mais quando os dragões precisavam da sua batuta no meio-campo. Sem o rasgo habitual, saiu ao intervalo seguramente com problemas de índole física.

Pepê (6) — Voltou ao flanco direito, mas sempre em rotação elevada. Ganhou uma expulsão e foi sempre um elemento dinamizador no ataque, mesmo sofrendo na pele a agressividade dos adversários...

André Silva (5) — Serviços mínimos do ponta de lança, que pelo menos por duas vezes poderia ter feito mais e melhor na área do Gil Vicente. O avançado esteve apenas bem a ajudar a segurar bola.

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Inbeom Hwang (5) — Entrou com a energia certa na partida, procurando sempre mudanças de ritmo nas transições para apanhar o Gil Vicente desprevenido. Útil na reta final do encontro a ajudar a equipa a segurar a vantagem mínima.

Samu (5) — Saiu irritado porque queria muito voltar a marcar. Mas os últimos minutos foram de sofrimento para manter a vantagem de um golo.

Alan Varela (5) — Com Pablo Rosario amarelado entrou para ter bola e dar algum músculo ao meio-campo.

Gimenez (6) — Posicionou-se no lado direito do ataque e mostrou serviço, curiosamente também a defender muito bem.

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