Pochettino com Balogun
Pochettino com Balogun

Pochettino desabafa após eliminação dos EUA: «Dececionado com muitas pessoas»

Selecionador dos EUA fala em desapontamento pessoal

Mauricio Pochettino, selecionador dos Estados Unidos, manifestou frustração com a polémica em torno do avançado Balogun, embora tenha recusado usá-la como justificação para a eliminação da equipa do Mundial. A seleção norte-americana, a última anfitriã do torneio ainda em prova, depois das eliminações de Canadá e México, foi goleada por 4-1 pela Bélgica, em Seattle, num jogo antecedido pela controversa anulação da suspensão do seu principal jogador por parte da FIFA.

Recorde-se que o Comité Disciplinar da FIFA revogou o castigo de Balogun, que tinha sido expulso no jogo contra a Bósnia. A polémica adensou-se quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ter telefonado ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para pedir a anulação da suspensão automática do jogador.

Após a pesada derrota, Pochettino abordou o caso, mostrando-se desiludido com a forma como a situação foi tratada publicamente.

«Qual é o sentido de insultar alguém, de enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito dececionado com muitas pessoas. Porque misturam as coisas. Colocam política no meio, falam em manipulação, questionam ética e integridade», lamentou o técnico.

Pochettino insistiu que a sua função era focar-se no jogo e que a disponibilidade de Balogun estava em conformidade com os regulamentos.

«Eu sou selecionador. Existe uma regra que permite à federação solicitar que um jogador fique disponível. A minha função era treinar a equipa. E, se o jogador estava disponível porque o regulamento da FIFA permitia isso, então sem problema», reforçou.

O treinador argentino sublinhou que a discussão deveria centrar-se nos regulamentos e não em questões de ética, algo que o desapontou «pessoalmente».

Apesar da controvérsia, Pochettino foi claro ao afirmar que o caso não serviu de desculpa para o desaire. «Não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia», disse, concluindo a sua análise ao jogo de forma pragmática: «Não jogámos da maneira que deveríamos jogar nem mostrámos a qualidade que temos. A Bélgica foi melhor do que nós, e é isso».

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