Especialista de arbitragem de A BOLA comenta os lances mais polémicos do duelo entre Estoril e FC Porto, que terminou com triunfo azul e branco por 3-1

Penáltis a favor do FC Porto? Expulsão de Pietuszewski? Pedro Henriques esclarece tudo!

Especialista de A BOLA em arbitragem entende que infrações sobre Alberto Costa de Victor Froholdt deveriam ter sido sancionadas, pelo que, nesses lances, os dragões iriam para a marca dos 11 metros. Jovem extremo polaco dos azuis e brancos escapou ao segundo amarelo

21’: Adiantado. Golo bem anulado aos dragões, por fora de jogo, pois no momento do passe (cruzamento) por parte de Pepê, o seu colega que finalizou, Deniz Gul, estava adiantado em relação ao penúltimo adversário (13 cm). Bem o VAR na sua intervenção.

30’: Antes do cartão amarelo mostrado a Jordan Holsgrove há uma falta por trás cometida por Jakub Kiwior sobre Xeka, pé esquerdo no calcanhar esquerdo, que, se fosse assinalada, não daria a saída em contra-ataque dos dragões e respetiva falta tática que levou a advertência do médio escocês dos canarinhos.

30’: Empurrou. Sem qualquer interesse em jogar a bola, Jordan Holsgrove empurrou, com a mão esquerda, Oskar Pietuszewski para lá das quatro linhas, com o único objetivo de parar e destruir a jogada e a saída em contra-ataque. Uma falta tática bem sancionada disciplinarmente.

Positivo:
É claramente um dos melhores árbitros portugueses da atualidade e consegue passar imagem e presença.

33’: Legal. No autogolo do Estoril (Xeka), que foi o segundo dos dragões, não há qualquer falta atacante, aliás, a haver falta seria por parte da equipa canarinha, pois Felix Bacher é que estava a agarrar de forma evidente e persistente Alberto Costa.

45’: Foram dados três minutos de tempo extra, isto tendo em conta a recuperação de tempo perdido em função dos dois golos ocorridos na primeira parte, bem como um cartão amarelo e ainda um golo anulado por fora de jogo, lance que teve intervenção do VAR.

45+1’: Lance de TV. Yanis Begraoui ao recuar acertou com o seu pé direito, raspando na canela e finalizando com um pisão claro e evidente, na perna e pé esquerdo de Alberto Costa. Embora difícil de ver, há uma infração que era passível de pontapé de penálti.

47’: Bednarek e Gabri Veiga chocam um contra o outro, o árbitro interrompeu o jogo para entrar a equipa médica. Diz a lei que, se dois jogadores da mesma equipa que chocam e entra o médico, depois de assistidos ficam ambos no terreno, nenhum tem de sair. Contudo, o árbitro interpretou que só Gabri Veiga se lesionou e como só ele foi assistido, saiu do terreno, cumprindo a regra geral. O espanhol entrou, depois, de forma rápida, disso tirando vantagem, pois ficou sem marcação e recebeu a bola jogável. O ideal era o árbitro esperar que a jogada de contra-ataque terminasse para que não houvesse vantagem posicional.

Negativo:
Gestão técnica e disciplinar não foi a melhor, quer em lances de área, quer na expulsão que ficou por consumar.

48’: Penálti. Antef Tsoungui manda-se em salto, de forma completamente imprudente, e após tocar com o pé direito na bola, ato continuo, com o pé esquerdo toca e rasteira o pé direito de Froholdt. VAR dá penálti, mas árbitro não concorda. Castigo máximo por assinalar.

51’: Amarelos bem mostrados. João Carvalho, depois de fazer uma falta evidente, levanta-se e acaba por, de forma deliberada, dar com o joelho na cabeça de Pietuszewski respondeu, levantando-se e empurrando o adversário. Comportamentos antidesportivos bem sancionados disciplinarmente.

57’: Segundo amarelo. Pietuszewski deveria ter sido advertido e consequentemente expulso por acumulação, pois, sem bola, foi na direção de João Carvalho e com o braço esquerdo agarrou e derrubou o capitão dos canarinhos. Comportamento antidesportivo que ficou por sancionar.

81’: Cartão amarelo bem mostrado a Ricard Sánchez por rasteirar Francisco Moura à entrada da área, o que originou o corte de um ataque que poderia ser prometedor.

85’: Sem falta. Na área dos dragões, sem penálti sobre João Carvalho, que ao saltar para dominar a bola com o seu pé direito e ao sentir o contacto de Rodrigo Mora, com as mãos na sua zona lombar, deixou-se cair. Sem motivo para castigo máximo. Boa decisão do árbitro.

90’: Foram dados seis minutos de tempo adicional à etapa complementar, algo que se justifica devido à recuperação de tempo perdido, em virtude das seguintes incidências: três cartões amarelos mostrados, dois golos (um para cada equipa), cinco paragens para substituições, períodos em que entraram 10 jogadores, e também uma ida de Luís Godinho ao monitor, após chamada do VAR, para ver um potencial pontapé de penálti a favor do FC Porto.

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