Mundial de 2026 é organizado por EUA, Canadá e México — Foto: IMAGO
Mundial de 2026 é organizado por EUA, Canadá e México — Foto: IMAGO

Aproxima-se o Mundial

'Direito ao Desporto' é uma rubrica de opinião semanal, da responsabilidade da jurista Marta Vieira da Cruz

Aproximando-se o início de uma grande competição, as marcas começam a querer associar-se às seleções participantes e ao organizador — ainda que para tal não estejam autorizados.

Os patrocinadores oficiais quer das seleções quer da FIFA — e em concreto do Campeonato do Mundo de 2026 — detêm uma posição privilegiada na promoção dos seus serviços e produtos, dado que lhes são atribuídos direitos exclusivos, nomeadamente quanto à sua apresentação em ações de publicidade, merchandising, transmissões televisivas e todo o tipo de comunicação comercial associada ao evento.

Não obstante, as marcas que ficam de fora procuram formas criativas de aparecer nas ações promocionais e comunicacionais. É neste contexto que surge o marketing de emboscada ou ambush marketing, uma estratégia que consiste em invadir um evento com ações de marketing ou publicidade visando obter indevidamente a mesma visibilidade dada aos patrocinadores. 

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e a Auto Regulação Publicitária (ARP) divulgaram um comunicado conjunto alertando para os direitos e deveres associados à comunicação comercial durante o Mundial de 2026. O objetivo é claro: prevenir práticas de ambush marketing e garantir o respeito pelos direitos comerciais exclusivos da FIFA e dos seus parceiros oficiais. 

Neste contexto, a FPF e a ARP sublinham que não devem ser explorados, direta ou indiretamente, quaisquer elementos associados à competição sem autorização prévia e escrita da FIFA e é reforçada a importância de proteger os parceiros comerciais da Seleção Nacional, impedindo associações indevidas por parte de marcas não autorizadas.

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