Froholdt esteve nos três golos portistas, marcando mesmo o terceiro - Foto: Sérgio Miguel Santos
Froholdt esteve nos três golos portistas, marcando mesmo o terceiro - Foto: Sérgio Miguel Santos

Tanto Froholdt em sessão de luxo de 'ases pelas... alas' (as notas do FC Porto)

Médio dinamarquês esteve nos três golos dos dragões, encarregando-se de fechar a contabilidade portista na emenda a um centro de Alberto. Zaidu, Pepê e Pietuszewski também em alta rotação. Gabri Veiga assistiu

Diogo Costa (6) – Uma bela defesa, aos 43’, a impedir o 2-1 na única ação difícil do primeiro tempo. Na etapa complementar, controlou uma ou outra ameaça. Apanhado de surpresa no tento de Begraoui.

Alberto (7) – Sempre ligado ao jogo, pressionou alto e passou muito tempo nas imediações da área anfitriã. Libertou Gul aos 57’ após cavalgada pela direita; aos 67', em boa posição, disparou para as nuvens. Já aos 73’, assistiu Froholdt a partir da… esquerda!

Bednarek (6) — As bolas pelo ar do Estoril foram bombons que o xerife polaco devorou. Pelo solo, tranquilidade absoluta.

Kiwior (6) – Menos exuberante do que o parceiro de eixo, igualmente eficaz na linha recuada. Impecável no corte in extremis, aos 43’. Geriu o risco no passe.

Zaidu (7) Rubricou exibição de luxo. Usou e abusou do espaço de que dispôs para progredir e combinar com Gabri Veiga. No lance do 1-0, foi ele que lançou o espanhol. Por fora ou com passes interiores, foi um desbloqueador de jogo e raramente errou. Rendido na segunda leva de alterações, talvez já a pensar em Nottingham...

Alan Varela (7) — Tem o dom de ser discreto e, mesmo assim, jogar muito. Desceu e subiu conforme as necessidades, somando recuperações e funcionando como gatilho para superar a pressão. Ainda ensaiou o tiro de longe (17’). Não errou o alvo por muito…

Gabri Veiga (7) — Forte nos duelos e afoito na progressão em posse, cruzou bem para Deniz Gul (7'), mas a assistência para Pepê, no 1-0, foi primorosa. Cobrou, também, o canto que redundou no 2-0. Orellana andou sempre a rondá-lo, sem descobrir antídoto para o veneno do criativo espanhol, que foi rendido aos 70’ sob fortes aplausos.

Pepê (7) — Marcou pela primeira vez em 2026, emendando o passe de Gabri Veiga no 1-0. Logo depois, endossou para Alan Varela atirar ao lado, talvez a ensaiar o centro açucarado que deu o tento (anulado) a Deniz Gul. Ligou bem com Alberto, arrastou marcações e saiu aos 84'. Este sim, é o melhor Pepê!

Deniz Gul (6) — Foi-lhe anulado um golo por fora de jogo de 13 centímetros e, aos 35’, desperdiçou boa oportunidade. Já aos 57', trabalhou bem no interior da área, mas, na hora H, atirou… ao lado. O balanço do costume: boas ações na manobra coletiva mas sem conseguir faturar. Foi substituído aos 70’.

Pietuszewski (7) — Enérgico, não só atacou como auxiliou na manobra defensiva. Aos 35’, lançou Gul com perigo e, antes do intervalo, protagonizou dois slaloms: um só não deu golo por muito pouco... Entrou com tudo na 2.ª parte, mas saiu (60') após arriscar a expulsão.

Galeria de imagens 27 Fotos

Borja Sainz (6) — Entrou com gás, obrigando Joel Robles a grande defesa (64’). Viu, e muito bem, Alberto solto pela canhota no lance do 3-0. A cobertura a Ricard Sánchez no golo canarinho deixou a desejar, mas a equipa estava confortável no marcador.

Moura (5) — Um mês depois dos últimos minutos que tinha somado — na Luz, frente ao Benfica —, voltou a competir. Ainda arrancou para o ataque, ganhando um par de faltas em terrenos subidos.

Rodrigo Mora (6) — Com genica, testou o remate e libertou companheiros. Quiçá um aquecimento para a ida a Inglaterra.

Moffi (4) — Olhos postos na baliza adversária e um tiro forte, mas desenquadrado. Ainda não acertou totalmente o ritmo com os companheiros de equipa.

Fofana (5) — Um par de iniciativas em transição, com a energia habitual.

Melhor em campo - Froholdt (8)
Os mais céticos terão ficado com toda e qualquer dúvida desfeita: o jogo menos conseguido de Victor Froholdt frente ao Famalicão, na jornada anterior, foi caso pontual. Ontem, no Estoril, o médio dinamarquês recuperou a melhor versão... e juntou-lhe impacto decisivo, uma vez que participou nos três golos da equipa de Francesco Farioli. No primeiro, segurou a bola sob forte pressão antes de libertá-la para Zaidu; no segundo, foi de encontro ao cruzamento de Gabri Veiga e cabeceou para o desvio fatal de Xeka; e cravou mesmo a própria assinatura no terceiro, respondendo de forma afirmativa ao centro de Alberto Costa. De resto, encheu o campo, correu quilómetros (já se torna repetitivo...) e provou que, na reta final da luta pelo título, não lhe falta aquela fome de bola que tão bem o carateriza.

As notas do FC Porto

Diogo Costa (6); Alberto (7), Bednarek (6), Kiwior (6) e Zaidu (7); Alan Varela (7), Froholdt (8) e Gabri Veiga (8); Pepê (7), Deniz Gul (6) e Pietuszewski (7)

Suplentes utilizados: Borja Sainz (6), Moura (5), Rodrigo Mora (6), Moffi (4) e Fofana (5)