Escocês que orienta o emblema da Linha voltou a ser frontal na análise a uma partida — Foto: Sérgio Miguel Santos
Escocês que orienta o emblema da Linha voltou a ser frontal na análise a uma partida — Foto: Sérgio Miguel Santos

Ian Cathro no final do duelo com o FC Porto: «É guarda-redes para o chão e parar o jogo...»

Treinador do Estoril diz que talvez devesse ter feito algo que é cada vez mais usual e que, por princípio, não gosta de fazer. O lamento pelos problemas físicos que têm afetado a equipa. Pensamento já no futuro e no crescimento que deseja para o clube

Foi com a frontalidade que se lhe reconhece que Ian Cathro analisou a derrota (1-3) do Estoril na receção ao FC Porto, num embate referente à 29.ª jornada da Liga e que foi jogado na noite deste domingo, no Estádio António Coimbra da Mota, na Amoreira.

O técnico escocês deu a entender que não gostou da entrada em jogo da sua equipa e até explicou o que devia ter feito... e não fez.

«Talvez possamos olhar para as duas partes de uma forma diferente. E sem perder muito tempo em falar de muitos detalhes, talvez o treinador do Estoril tenha falhado, hoje, e talvez tenha de deixar os princípios ir embora. Acho que o treinador do Estoril devia ter mandado o Robles para o chão depois dos 10 minutos para ajustar a nossa pressão em vez de tentar fazer esse ajuste na segunda parte. Pronto. Vamos aprendendo...», afirmou, numa primeira instância, à Sport TV, logo após o apito final.

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Sobre os desequilíbrios causados (também) pelos laterais do FC Porto, Cathro reconheceu que num dos casos houve problemas para os canarinhos: «Num lado, sim. Tivemos dificuldades em controlar por dentro e por fora e não estávamos a ajustar a comunicação. Em vez de respeitar o jogo como eu gosto de respeitar... Acho que isso já não vale a pena. É guarda-redes para o chão e parar o jogo também.»

Olhando ainda mais a fundo às incidências da partida, Cathro não gostou do que viu em determinados momentos, mas também foi incapaz de criticar a equipa, até por alguns problemas que as lesões têm causado: «Saio deste jogo com frustração, não vale a pena estar a mentir. Sentimos que podíamos ter mais e que talvez precisemos de mais ajuda. Temos de dizer a verdade e a verdade é que nos últimos dois jogos tivemos todos os nossos centrais lesionados. Com estes jogadores podemos olhar para o primeiro golo e falhámos numa das nossas regras defensivas. Tínhamos um jogador fora de posição e podíamos apontar o dedo, mas os jogadores não merecem isso, porque estão a fazer um esforço para ajudarem a equipa. O Felix [Bacher] está a fazer um esforço a cada segundo para estar em campo. O Ferro fez um esforço para ir ao banco. E precisamos de ter dois centrais em campo para competirmos melhor.»

Pensando no presente, mas também no futuro, Ian Cathro foi claro na abordagem ao que entende que deve ser feito. «Queremos tirar aprendizagens todos os dias e em todos os jogos. Chegando a este momento, há aprendizagens para nós, equipa técnica e jogadores. A equipa tem de lutar todos os dias pelos nossos objetivos e temos de começar a preparar a próxima época. Porque eu sei a ambição que tenho, que estes jogadores têm, pelo que temos de saber se conseguimos realmente ir para a frente», concluiu o treinador britânico do Estoril.