Penálti por assinalar na Luz: a análise de Pedro Henriques ao Benfica-Aarhus
O Benfica venceu esta quinta-feira o Aarhus na primeira mão do play-off de acesso à UEFA Europa League. Pedro Henriques, especialista de arbitragem de A BOLA, fez a análise à prestação de Marco Guida, o árbitro da partida, que terminou com vitória caseira das águias por 3-1.
2' Golo legal. Na construção da jogada, quando a bola é cruzada do corredor direito por Alexander Bah, Vangelis Pavlidis, no interior da área dos nórdicos, acaba por ter impacto na ação do adversário. Contudo, não está em fora de jogo, pois está atrás da linha da bola.
9' Pisão. O amarelo mostrado a Leandro Barreiro foi correto, pois, ao pisar de sola e com os pitons o seu adversário, teve uma entrada negligente.
Em termos de técnica de arbitragem, é dito aos árbitros que nunca se adverte ou expulsa um jogador que esteja no chão. Espera-se que ele se levante, isola-se o mesmo, para que ninguém tenha dúvidas em termos de identificação, e só depois se mostra o respetivo cartão. Só há uma exceção a esta forma de atuar, que é quando um jogador que queremos advertir fica lesionado, não se levanta e sai para fora das quatro linhas de maca. Aí sim, mostra-se o cartão com este deitado na maca, antes de sair do terreno de jogo. Neste lance em concreto, o árbitro não cumpriu com este pressuposto e mostrou o amarelo a Leandro Barreiro com este ainda no solo. Não foi correto.
12' Sem penálti. Após a marcação de um pontapé de canto a favor dos encarnados, a bola é desviada por Lenglet, com o esférico a ir ao cotovelo direito de Bech, que tinha o braço dobrado, junto e encostado ao corpo e sem volumetria. Não havia motivo para castigo máximo.
24' Cartão amarelo bem mostrado a Tomás Araújo, por agarrar com ambas as mãos Tobias Bech. Além do comportamento antidesportivo, cometeu uma falta tática, pois o objetivo foi parar e destruir a transição, razão pela qual foi bem advertido.
30' Apesar de Rafa Silva ainda ter rematado, esta ação foi claramente perturbada. O remate não foi nas melhores condições porque Eric Kahl, por trás, empurrou e derrubou claramente o extremo dos encarnados. Pontapé de penálti claro e óbvio por assinalar.
44' Mão. Tobias Bech, com o braço esquerdo levantado em posição não natural e fora do plano do corpo, tocou a bola com a mão esquerda em gesto claramente deliberado. Bem o VAR a intervir e a chamar o árbitro ao monitor, pois foi penálti claro e óbvio.
45' O árbitro deu dois minutos de tempo extra que foi escasso para as incidências ocorridas no tempo regulamentar, com três golos, dois amarelos e uma ida ao monitor após o VAR chamar, a propósito do penálti. Quatro minutos era o tempo correto.
O VAR na intervenção que teve no penálti para os encarnados. A gestão disciplinar e a boa relação com os jogadores.
58' Na bola e fora da área, Camara, com o pé esquerdo, pontapeou a bola, com esta a ser prensada contra o pé direito de Rafa Silva, que caiu sem qualquer motivo para infração. Esteve bem o árbitro ao deixar seguir.
74' Sem penálti. A bola é cruzada por Rafa Silva, com Andreas Schjelderup a tocar-lhe com o pé esquerdo. Por trás e nas costas estava Eric Kahl, em marcação, com contacto, mas sem carga ou empurrão, razão pela qual não houve infração para castigo máximo.
83' Falta atacante. Não só não houve qualquer infração de Eric Kahl sobre Richard Ríos na área do Aarhus, como foi este que, com a frente ganha, agarrou e puxou a camisola do defesa sueco, levando à queda. Sem motivo para penálti, a falta foi de Ríos.
A incapacidade do árbitro, em campo, de não assinalar dois penáltis claros e óbvios. Mal colocado e a mostrar cartão a jogador no chão.
83' Cartão amarelo bem mostrado a Stefen Tchamche por uma entrada negligente com o joelho direito no joelho direito de Enzo Barrenechea.
90' O árbitro deu quatro minutos de tempo extra em função das seis paragens para substituições e do cartão amarelo mostrado.
Nota de Marco Guida: 5