Especialista em arbitragem d'A BOLA considera que «há contacto» de Eddy Doué no pé esquerdo de Gonçalo Inácio, antes do avançado dos tricolores seguir para a baliza de Rui Silva

Pedro Henriques detalha todos os lances polémicos do Estrela da Amadora-Sporting

Especialista de arbitragem de A BOLA analisa as decisões da equipa liderada por João Gonçalves na partida da Reboleira, que terminou empatada a duas bolas

14’: Sem penálti. Fotis Ioannidis é que pontapeia, com a ponta do pé direito, o peito do pé esquerdo de Max Scholze, acabando por ele próprio se desequilibrar e cair em função desse pontapé que deu. Não foi, portanto, rasteirado. Boa decisão, não houve qualquer infração.

26’: Antidesportivo. Ficou por mostrar cartão amarelo a Doué, que foi em direção a Geny Catamo e por trás, com o braço esquerdo bem esticado e projetado, acertou no ombro e na cara do avançado leonino. Uma entrada negligente que ficou por sancionar disciplinarmente.

30’: Sem penálti. Ioannidis está a agarrar, com o braço esquerdo, a camisola de Bernardo Schappo, que, com o seu braço esquerdo, também está a agarrar a camisola do adversário. Há contacto no pé, mas não um pisão. Ligeiro e insuficiente do pé esquerdo.

45’: Tocou. Doué vem em corrida, por trás de Gonçalo Inácio, e nesse movimento de proximidade acaba por tocar, de forma imprudente, com o seu tornozelo direito no pé esquerdo do central do Sporting, que fez com que este se desequilibrasse e caísse. Falta atacante bem assinalada.

52’: Eddy Doué vê de forma correta o cartão amarelo por uma entrada fora de tempo, sem a bola já estar no local. Chega tarde e, na ocasião, com o seu pé direito de sola e com os pitons, pisou o peito do pé direito de Georgios Vagiannidis.

Positivo:

A tentativa de deixar jogar e de privilegiar o contacto físico, e o tempo útil de jogo acima dos 57%.

67’: Segundo amarelo. Doué agarrou e puxou Luis Suárez, por trás, tocando-lhe inclusivamente no pescoço/cabeça Este comportamento antidesportivo era passível de cartão amarelo (seria o segundo). Na sequência, Suárez foi bem advertido pela reação incorreta.

71’: Falta atacante. Antonetti, sem a bola jogável, estica o seu braço direito e coloca a mão sobre o ombro direito de Eduardo Quaresma, puxando-o para trás. Esta ação tira o central leonino da frente e permite a Doué ganhar a jogada e conseguir ultrapassá-lo.

71’: O lance que origina o primeiro golo do Estrela da Amadora tem dois momentos de análise: um em relação ao árbitro e à decisão que toma, e outra em relação às diretrizes que o VAR tem, sobretudo após o Mundial, de intervirem em lances claros e óbvios. Para mim, há falta sobre Eduardo Quaresma. Leandro Antonetti usa ambos os braços sobre o central leonino, sendo mais evidente o braço direito, por duas vezes, sobre o ombro. E é essa ação que lhe permite tirar da jogada e ultrapassar o defesa dos leões, em movimento normal. Para o árbitro, essa ação não teve impacto nem consequência suficiente, para mim tem. Assim sendo, estamos perante uma interpretação de análise da 'intensidade' e é por isso que entramos no campo de análise do VAR, que com o lance corrido e em movimento normal, achando que é a intensidade e a interpretação da mesma que está em jogo, não fez a sua intervenção, deixando por aceitar e validar a interpretação do árbitro. Esta infração e as imagens pressupõem prova evidente e factual e daí deveria ter intervindo.

83’: O segundo golo do Estrela da Amadora, que selou o empate no desafio, foi legal. A bola transpôs completamente a linha de baliza. Mesmo sem tecnologia de linha de golo (TLG), as imagens televisivas são claras.

Negativo:

O estado do relvado, impróprio, e o tempo extra que foi dado em ambas as partes, que foi escasso.

90’: A equipa de arbitragem concedeu quatro minutos de tempo extra a esta partida entre Estrela da Amadora e Sporting. Recuperação de tempo perdido, que, ainda assim considero ter sido escasso em função das seis paragens para substituições (período em que entraram 10 jogadores) pelos quatro golos (todos na segunda parte) e pelos dois cartões amarelos mostrados no tempo regulamentar. Nos golos do Estrela da Amadora houve ainda paragens para o VAR analisar a legalidade dos mesmos. Podiam ter sido sete minutos extra.

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90+2': Beni Souza veio por trás de Jesse Derry e agarrou e puxou o médio leonino parando a transição. Uma falta tática, bem sancionada com o respetivo cartão amarelo. Ato contínuo, Jesse Derry reagiu inadvertidamente, empurrando o extremo do Estrela da Amadora, sendo admoestado, também ele, com o consequente cartão amarelo devido ao já explicado comportamento antidesportivo.

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