Patrick Morais de Carvalho recandidata-se à presidência do Belenenses
Patrick Morais de Carvalho anunciou esta sexta-feira, através das redes sociais, a sua recandidatura à presidência do Belenenses para as eleições agendadas para 24 de outubro. Com 12 anos na liderança do clube, o dirigente estabelece como meta principal para o triénio 2026/2029 o regresso dos lisboetas, atualmente na Liga 3, ao principal escalão do futebol português.
Num vídeo publicado no Facebook, o líder dos azuis fez um balanço do percurso, destacando a recuperação financeira e institucional do clube. «Há 12 anos, assumi a presidência do Belenenses com uma certeza: o clube merecia mais e era urgente recuperar a sua credibilidade», afirmou, recordando o cenário adverso que encontrou.
Patrick Morais de Carvalho detalhou os desafios enfrentados, como «um PER com 275 credores e 8,7 milhões de euros de dívidas para pagar, dívidas à Autoridade Tributária e à Segurança Social, salários em atraso, contas bancárias a zero e o Complexo do Restelo verdadeiramente em risco». Segundo o próprio, a situação era de «caos e desordem totais. Um pesadelo».
Doze anos depois, o presidente garante que o clube está financeiramente recuperado, com o PER «praticamente concluído», dívidas regularizadas e salários em dia. Além da estabilização financeira, enalteceu a superação da «mais grave crise associativa da nossa história», a vitória na «batalha judicial que, quase todos em Portugal, consideravam impossível» para se libertar da SAD e a coragem de recomeçar nos campeonatos distritais de Lisboa, devolvendo ao Belenenses «o seu futebol, a sua identidade e a sua credibilidade».
Apesar dos sucessos, Patrick Morais de Carvalho assumiu a responsabilidade pelos resultados desportivos recentes. «Sei que os últimos três anos não correram exatamente como queríamos; cometemos erros e tivemos resultados desportivos no futebol de formação aquém daquilo que o clube merece», admitiu, assumindo «por inteiro a responsabilidade».
Olhando para o futuro, o candidato sublinhou a sua «obrigação moral» de apresentar um plano viável para o regresso à Liga. «Queremos voltar a acreditar que é possível ver o nosso clube na Primeira», declarou, questionando como o objetivo será alcançado na realidade atual do futebol português.
A solução apresentada passa pela abertura do capital da SDUQ a um parceiro estratégico. «Chegou a hora de abrirmos o capital da nossa sociedade desportiva e acolhermos um acionista minoritário», revelou. O objetivo é encontrar um parceiro que acrescente «músculo financeiro» e «conhecimento nas áreas fundamentais do futebol moderno».
No entanto, o dirigente estabeleceu uma condição intransponível: «Acionista minoritário significa mesmo acionista minoritário. O Belenenses manterá sempre a maioria do capital e o controlo do futebol profissional. Esta é e continuará a ser para nós uma linha vermelha que não pode ser ultrapassada».
Até ao momento, Patrick Morais de Carvalho é o único candidato conhecido para as eleições, agendadas para 24 de outubro.