Jorge Braz homenageado em Valpaços - Foto: FPF
Jorge Braz homenageado em Valpaços - Foto: FPF

Valpaços atribui nome de Jorge Braz a pavilhão municipal

Selecionador nacional foi homenageado na terra natal esta sexta-feira

O município de Valpaços homenageou, esta sexta-feira, o selecionador nacional de futsal Jorge Braz, atribuindo o seu nome ao pavilhão municipal da cidade e inaugurando uma escultura alusiva ao percurso de mérito e excelência do treinador.

O Pavilhão Municipal de Valpaços é, a partir de agora, Pavilhão Municipal Jorge Braz, em homenagem ao técnico, que deu os primeiros toques na bola na aldeia de Sonim, naquele concelho do distrito de Vila Real.

Numa cerimónia emotiva, foram destacados os títulos alcançados pelo selecionador, eternizados numa escultura alusiva ao seu percurso, mas sobretudo as características ímpares do «filho da terra».

«Conheço o Jorge Braz desde o tempo de escola e é uma pessoa íntegra, séria, que abraça com muito carinho, muito empenho todos os projetos que tem. Foi uma homenagem muito sentida, onde também me emocionei, o Braz merece e julgo que todos os valpacenses acarinharam esta homenagem que fizemos hoje», frisou Jorge Mata Pires, presidente do município de Valpaços.

No final da cerimónia, que contou com a presença de Pedro Dias, secretário de Estado do Desporto, bem como Vasco Pinho, diretor executivo da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Jorge Braz mostrou-se emocionado com a homenagem e realçou a importância da ligação afetiva às origens e da resiliência transmontana.

«Sempre senti muito a minha terra, as minhas origens, se calhar [pelas] dificuldades que, no futuro, se transformam em enormes vantagens, competências e enorme desenvolvimento. Um senhor há muitos anos ensinou-me que a razão [deve estar] à frente da emoção, mas depois ao longo da vida vamos percebendo que, para vivermos como deve ser, a emoção tem de estar em cada decisão, em cada momento (...). Ou se sente ou não se sente e se não se sente, também não vale a pena», frisou.

Nascido em Edmonton, no Canadá, há 53 anos, o selecionador cresceu em Sonim, no concelho de Valpaços, onde sempre que regressa é, apenas, o Braz, embora afirme que continua a sê-lo em qualquer parte do mundo.

«Quando assumi o cargo de selecionador nacional (...) e depois de refletir dizia que, agora, é que tenho de continuar mesmo a ser quem sou, porque se deixar de ser quem sou, as coisas vão correr nalgum caminho. (...) Não devemos nunca negar de onde vimos, quem somos e o que sentimos, acho que isso é o mais importante», reiterou.

Jorge Braz disse acreditar que mesmo os títulos alcançados são uma consequência da forma como trata e respeita quem consigo trabalhou, colocando a tónica nas pessoas e nos clubes que marcaram o seu percurso.

Jorge Braz está à frente da seleção desde 14 de julho de 2010, tendo conquistado um Mundial (2021), dois Europeus (2018 e 2022) e uma Finalíssima Intercontinental (2022).

Portugal terá este ano nova edição da Finalíssima intercontinental, entrando nas meias-finais da competição diante do Brasil, em novembro, sendo a outra meia-final disputada entre Espanha e Argentina.

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