Luquinhas defrontou o Lech em setembro e saiu de Poznan goleado por 1-5 (foto IMAGO)
Luquinhas defrontou o Lech em setembro e saiu de Poznan goleado por 1-5 (foto IMAGO)

Partilhou balneário no Benfica com João Félix e Rúben Dias e deixa aviso: «O Lech é caixinha de surpresas»

Luquinhas conhece bem o adversário das águias e as memórias recentes não são boas; «cresci e aprendi muito no Benfica, foi experiência incrível», recorda a A BOLA

Que perigos poderá oferecer o Lech Poznan, líder da liga da Polónia, no Estádio da Luz, frente ao Benfica, esta quinta-feira, na 4.ª jornada da fase de liga da UEFA Europa League? Foi isso mesmo que A BOLA foi tentar saber junto de Luquinhas.

O avançado luso-brasileiro de 30 anos do Radomiak Radom, que em janeiro último deixou o futebol português e o Santa Clara para abraçar a terceira aventura futebolística na Polónia, atesta o bom início doméstico do Lech e retrata o adversário dos encarnados como sendo uma «caixinha de surpresas», ainda que não tenha conseguido fazer o transfer para a UEFA Europa League, prova na qual não averbou qualquer triunfo até este duelo com os encarnados — derrotas com Crystal Palace (0-4) e Bayer Leverkusen (0-4) e empate com o Sunderland (1-1).

«O Poznan tem feito um grande início de temporada na Ekstraklasa, não tem corrido bem nas competições europeias, mas tenho acompanhado. A equipa do Lech é uma caixinha de surpresas, o plantel é recheado de bons jogadores individuais e creio que vai fazer de tudo para mudar essa situação diante do Benfica», começa por dizer, destacando jogadores como os avançados suecos «(Mikael) Ishak e Patrik (Walermark)», mas considerando o Lech, em termos globais, «uma boa equipa». Aliás, Luquinhas sentiu isso mesmo na pele quando visitou Poznan a 20 de setembro, saíndo de lá vergado a goleada de 1-5.

«Nós conseguimos sair na frente do marcador, mas o Lech em seguida conseguiu impor o ritmo e colocar intensidade no jogo. Acredito que possam tentar fazer isso na Luz», avisa Luquinhas, que guarda boas recordações do Benfica, pois passou pela equipa B dos encarnados em 2016/17, então emprestado pelo Vilafranquense, e para ser integrado num plantel que contava com nomes como os de João Félix, Rúben Dias, Florentino, Gedson ou Ferro…

«Foram tempos bons, uma grande experiência, sempre digo que apanhei umas das melhores, senão a melhor, equipa B. Na minha época foram revelados muitos craques», vinca. O contato com os companheiros de então foi perdido, mas basta estar atento...

«[Arábia Saudita] Não é liga a que assisto com frequência, acompanho sempre pelas redes sociais, mas, sempre que vejo, tem sempre golo do Félix, tem vivido ótimo momento», realça, sem arrependimentos da passagem pelos encarnados.

Luquinhas em ação pelo Benfica B em 2016/17

«Tudo que vivi no Benfica foi experiência, acredito que tudo na vida tem um propósito, cresci e aprendi muito, foi uma experiência incrível. Sou muito grato por tudo que passei no futebol e o Benfica faz parte dessa história. E isso é só motivo de alegria, jamais de tristeza», garante, a viver «temporada desafiadora» na Polónia, com o Radomiak Radom demasiado perto dos lugares de despromoção.

«Mas já conheço o campeonato e tudo pode mudar. Confio na minha equipe, nos meus companheiros, momentos difíceis acontecem em todas as equipas, mas tenho certeza que vamos ser felizes no final de tudo», junta, não descartando regresso a Portugal:

«Nunca cogitaria não voltar, sempre que sai, fiz de tudo para deixar portas abertas, então, se oportunidades surgirem, sempre estarei aberto para isso.»

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