Palhinha cumprimenta adeptos do Benfica (ANDRÉ ALVES)
Palhinha cumprimenta adeptos do Benfica (ANDRÉ ALVES)

Palhinha: o sucessor de Javi García, Matic e Fejsa

Após anos sem um '6' imponente e contundente, o Benfica prepara-se para acolher o 'destruidor' que domina o ar e a recuperação de bola

Palhinha está a chegar. É o '6' que Marco Silva deseja. O médio-defensivo contundente e imponente que o Benfica teve em Javi García (2009/10 e 2011/12), Matic (2011/12 a 2013/14) e Fejsa (2013/14 a 2018/19), mas já não teve em Gabriel, Weigl, Florentino, Samaris, Meité, Aursnes, João Mário, João Neves, Kokçu, Leandro Barreiro, Barrenechea ou Richard Ríos (de 2019/20 até hoje).

Marco Silva conhece João Palhinha como a palma da sua mão e o inverso é igualmente verdadeiro. Sobretudo se pensarmos que o atual treinador do Benfica é aquele que mais vezes o colocou em campo num mesmo clube. Não foi Rúben Amorim no Sporting (76 jogos), Abel Ferreira no SC Braga (34), Miguel Leal no Moreirense (29), Vincent Kompany no Bayern (25) ou Jorge Jesus no Sporting (18). Foi Marco Silva: 79 jogos no Fulham, entre agosto de 2022 e maio de 2024.

Nestas duas épocas, os londrinos realizaram 90 jogos. Palhinha esteve, pois, em 88% dessas partidas. E em 67 desses 79 encontros esteve em campo durante 85 minutos ou mais. É uma paixão antiga de Marco Silva, se assim podemos dizer.

Que características são apontadas a Palhinha que poderão contribuir para a melhoria da equipa do Benfica? Ser dominante na recuperação da bola, ter um raio de ação largo, ter agressividade no desarme e uma enorme presença física, antecipando linhas de passe. Depois, com 1,90 metros, domina o jogo aéreo (defensivo e ofensivo), ajudando a proteger os seus próprios centrais e a atacar os defensores contrários na área adversária. No Fulham de Marco Silva atuou, quase sempre, com um segundo médio a ao seu lado.

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