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Pai garante compromisso de Haaland com o Manchester City perante ameaça de descida

Alfie Haaland diz que o filho não pensa nas possíveis sanções pesadas ao clube devido a infrações financeiras, apontando críticas à forma como a Imprensa tem tratado o assunto

Erling Haaland mantém o foco totalmente direcionado para as quatro linhas e permanece alheio às batalhas jurídicas que envolvem o Manchester City. A garantia foi dada pelo pai do avançado norueguês, Alfie Haaland, numa altura em que o clube do Etihad enfrenta a perspetiva de sanções pesadas, incluindo uma eventual despromoção, na sequência de uma decisão histórica.

Recorde-se que uma comissão independente considerou os campeões em título da Premier League culpados de 114 de 115 infrações financeiras. O veredicto concluiu que o Manchester City recorreu a contratos simulados para ocultar verbas superiores a 830 milhões de libras (€993 M) ao longo de um período de nove anos, entre 2009 e 2018. O emblema de Manchester, que sempre declarou a sua inocência, aguarda agora o desfecho do processo de recurso.

Em declarações prestadas à ViaPlay, Alfie explicou a postura serena do goleador perante o turbilhão que assola o clube. «O Erling pensa em jogar o máximo de futebol que consegue e concentra-se nisso. Acho que somos mais nós, que estamos fora de campo, que pensamos um pouco mais sobre o assunto», afirmou, relativizando o impacto do cenário extrafutebol no avançado.

Abordando a indefinição que antecedeu a decisão, o pai do camisola 9 sublinhou a importância de aguardar pelo recurso: «Isto já circulava há bastante tempo, não é? Finalmente surgiu algo concreto contra o qual o City, enquanto clube, pode lutar. Obviamente que são alegações graves, mas agora há um recurso pendente para ser ouvido, por isso acho que temos de manter a calma, ter serenidade e esperar para ver no que vai dar.»

«Escreve-se imenso, de forma bastante unilateral»

Alfie Haaland apontou ainda a complexidade da cobertura mediática em redor do processo. «Não há nada para além do que vem na Imprensa. E escreve-se imenso, de forma bastante unilateral, diria eu. Até porque é difícil para o Manchester City vir a público neste momento, com um recurso em andamento, e defender-se», observou.

Questionado sobre a justiça de uma eventual punição recair sobre a atual equipa por factos ocorridos no passado, Alfie manifestou a sua concordância: «Sim, de certa forma, pode-se sentir que sofrer potencialmente um castigo por algo feito há muitos anos... sim, diria que sim.» Ainda assim, fez questão de elogiar a postura do balneário: «Esperamos que tenham uma audiência justa e depois veremos se conseguem, eventualmente, provar que estão inocentes. Agora resta-nos esperar para ver. Acho que têm estado mais do que bem ao manterem-se firmes no meio disto tudo, perante tantas acusações. Sinto que o grupo de jogadores lidou muito bem com o cenário.»

A fechar a intervenção, Alfie Haaland lembrou a necessidade de separar o passado das exigências desportivas imediatas. «Temos também de nos lembrar de que são coisas que alegadamente aconteceram há vários anos. Os jogadores de hoje não tiveram qualquer responsabilidade. Têm jogado bem. Perderam a última partida, pelo que é altura de regressar às vitórias», concluiu.

No plano desportivo, o Manchester City procura reagir a uma fase menos positiva na Premier League, onde averbou derrotas consecutivas frente a Aston Villa e Brighton. Os homens de Enzo Maresca preparam agora o embate com o RB Leipzig, a contar para a Champions, antes de retomarem os compromissos internos diante do Nottingham Forest.

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