Meia-maratona do Porto 2026 decorreu sob temperaturas a ronda os 30 graus (foto Run Porto)
Meia-maratona do Porto 2026 decorreu sob temperaturas a ronda os 30 graus (foto Run Porto)
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Organizador da meia-maratona do Porto garante ter sido «exemplar»: «Evitaram-se até mortes»

Organização da meia-maratona do Porto garante ótimas condições da prova em que vários atletas amadores tiverem de ser hospitalizados. Dois permanecem nos cuidados intensivos, um com prognóstico reservado

Jorge Teixeira, responsável da Run Porto, empresa que realiza a meia-maratona do Porto, assegura que a organização da prova, que se realizou no último domingo, foi «exemplar» no que se refere às condições de segurança e saúde pública, apesar de vários atletas terem sido hospitalizados em estado grave devido ao calor. 

Segundo Jorge Teixeira, citado pela Lusa, apenas uma «organização de excelência» evitou consequências mais graves, «que poderiam ter resultado até em mortes, como já aconteceu em várias provas em Portugal». A prova decorreu sob temperaturas a rondar os 30 graus, o que levou a inúmeras intervenções das equipas médicas destacadas pela organização.

O responsável garantiu que a equipa de trabalho que dirige tem «acompanhado permanentemente a situação» dos atletas hospitalizados. «Os cinco atletas internados estão desentubados, a respirar por si, o que significa que está a correr bem. Há apenas um caso um bocado mais complicado, mas com expectativa positiva», afirmou o fundador da Run Porto. 

Dois atletas permanecem nos cuidados intensivos em hospitais do Porto, com um deles a apresentar «prognóstico reservado», segundo apurou a Lusa. 

Rebatendo as dúvidas sobre as condições da prova, Jorge Teixeira detalhou o dispositivo de segurança: uma equipa de 76 elementos, incluindo 16 médicos (quatro de cuidados intensivos), enfermeiros, técnicos de emergência, Cruz Vermelha e bombeiros. O aparato contou ainda com três equipas médicas motorizadas, 14 ou 15 ambulâncias e um posto médico avançado na meta, que assistiu mais de 300 pessoas e era «equivalente a uma sala de emergência de um grande hospital».

O responsável da Run Porto atribuiu os incidentes a «golpes de calor» e não à falta de hidratação, sublinhando que foram distribuídas 90.000 garrafas de água. «Uma pessoa pode estar hidratada e recebe um golpe de calor, e o seu corpo deixa de transpirar. Não foi a hora e também não foi o calor, porque 30 graus não é calor extremo», defendeu, acrescentando que a organização não podia prever o tempo, dado que «no fim de semana anterior até choveu».

Jorge Teixeira considerou também que «muita gente não estaria devidamente preparada», lembrando que «uma meia maratona é muito diferente do que correr duas vezes 10 quilómetros, exigindo uma preparação responsável».

Dos 15.000 inscritos, cerca de 11.000 iniciaram a prova e aproximadamente 10.000 cruzaram a meta.

Para o futuro, a organização já planeia alterações para 2027. As medidas em estudo incluem antecipar a partida para as 08h00 ou 08h30, ou, «como hipótese extrema», realizá-la às 18h00. O percurso será invertido para proporcionar «mais tempo junto ao rio Douro e em Gaia, à sombra», e está a ser avaliada uma redução no número de inscritos.

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