Oficial: CAN vai continuar a disputar-se de dois em dois anos
O Comité Executivo da Confédération Africaine de Football (CAF) decidiu, por unanimidade, que a CAN vai voltar a realizar-se de dois em dois anos, revogando a deliberação anterior de passar a prova para um formato quadrienal.
A reavaliação desta matéria tinha sido previamente anunciada pelo presidente da CAF, Patrice Motsepe, durante a CAF Strategy Conference, realizada em Cabo Verde este mês. A alteração de rumo fundamentou-se no facto de o projeto da nova Africa Nations League Pan-African Competition — competição bianual prevista para substituir a CAN — necessitar de vários anos até conseguir gerar os recursos financeiros substanciais exigidos para tornar o futebol africano e as provas da CAF autossuficientes e competitivos à escala global.
Em declarações aos meios da CAF, Motsepe justificou a deliberação: «A decisão baseou-se no avanço, proteção e promoção dos interesses do futebol africano e das 54 federações-membro da CAF, bem como nos interesses dos futebolistas africanos que atuam em clubes fora de África. Estávamos igualmente preocupados com os vários anos necessários até que a nova Africa Nations League Pan-African Competition, que deveria ser idêntica à atual CAN e realizar-se de dois em dois anos, pudesse dar os contributos financeiros e de desenvolvimento substanciais para que as competições da CAF e o futebol africano fossem autossuficientes e globalmente competitivos.»
O líder federativo abordou também o calendário das próximas edições do torneio: «A próxima CAN terá lugar em 2027 no Quénia, Tanzânia e Uganda, e estou confiante de que será um enorme sucesso. As edições subsequentes da CAN realizar-se-ão em 2028, 2031 e 2033. O próximo Mundial decorrerá em 2030 e, de acordo com a tradição da FIFA, a fase final da CAN e as competições de seleções de outras confederações não se podem disputar no ano do Campeonato do Mundo.»
«A CAN serve também para celebrar o futebol africano e as ricas e diversas culturas, costumes e tradições de África, unindo as pessoas de 54 países africanos, da diáspora africana e de todo o mundo», concluiu o dirigente.