«O Sporting é uma família», diz Morita
Contratado ao Santa Clara em 2022, a troco de 3,45 milhões de euros, Morita revelou-se bem melhor do que o bom suplente que se suspeitava que pudesse vir a ser. Cedo começou a ganhar espaço no plantel na altura orientado por Ruben Amorim e rapidamente alcançou estatuto de titular, ou pelo menos de integrante do leque de escolhas preferências que manteve com a chegada de Rui Borges em dezembro de 2024. Aliás, o treinador transmontano nunca escondeu a admiração pelo médio de 30 anos, que elogiou ainda antes de treinar o leão.
No jogo com o FC Porto (1-0 na 1.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal) na terça-feira em Alvalade, o internacional japonês alcançou marca redonda de leão ao peito: 150 jogos. Em final de contrato e com a saída certa, pois não renovará o vínculo, Morita mantém o amor ao Sporting como sentimento e promete luta até ao fim, sempre com empenho máximo.
Eis o coração aberto de Morita em declarações aos meios leoninos:
1️⃣5️⃣0️⃣ jogos: UNLOCKED 🔓
— Sporting CP (@SportingCP) March 4, 2026
Orgulho, Leão 💚 pic.twitter.com/WtccayZqlE
Os 150 jogos
«É incrível. Sabia que estava perto dos 150 mas não me tinha apercebido de que ia acontecer num encontro com o FC Porto. Foi muito especial, estou muito feliz, ainda para mais por termos vencido em Alvalade. Foi um grande dia.»
Primeiras impressões quando chegou ao Sporting
«Percebi logo que era um clube enorme. Quando estava no Santa Clara, o meu objetivo era vir para este clube. E aconteceu! Lembro-me bem do primeiro dia, embora nessa altura não conseguisse falar praticamente nada em inglês. Acho que agora estou melhor.»
O que significa jogar pelo Sporting
«É um prazer enorme. Estar aqui e jogar neste clube é incrível.»
O primeiro golo de leão ao peito (no 3-1 ao Gil Vicente em Alvalade na jornada 8 de 2022/2023)
«O Nuno [Santos] tentou rematar e acabou por me assistir. Eu só tive de tocar na bola. Fiquei muito feliz. O golo em si não foi nada de especial mas é uma memória muito boa. Nunca vou esquecer esse dia.»
O ambiente na equipa
«Muitos jogadores dizem que este clube não é apenas um clube, é uma família. Eu não tenho dúvidas e sinto isso todos os dias.»
Os títulos conquistados
«O segundo campeonato foi ainda melhor do que o primeiro.»
A conquista da Taça de Portugal (2024/2025)
«Não foi um jogo fácil, nunca é quando jogamos contra o Benfica. O Jamor é muito tradicional, tinha uma atmosfera especial e foi uma experiência diferente. Mas conseguimos ganhar a Taça. Nunca tinha conquistado esse troféu, por isso, foi mais um momento muito especial.»
As amizades no balneário
«Tenho uma boa relação com todos. Hoje, por exemplo, tenho planos para ir almoçar com o Zeno [Debast] e o Iván [Fresneda]. Adoro-os e sinto-me muito confortável com eles.»
A festa no Marquês de Pombal
«Para mim, o melhor momento foi quando chegámos ao Marquês. Havia muitas luzes verdes e um ambiente incrível. Mas foi uma noite muito longa e não consegui estar sempre a festejar [risos]. Sentei-me muitas vezes no chão, a absorver tudo e a aplaudir.»
O que representa o Sporting
«Como já disse, este clube é uma família. Posso dizê-lo do fundo do coração: este clube faz parte de mim.»
Viver em Portugal
«Sinto-me muito confortável aqui. Já estou em Portugal há cinco ou seis anos e gosto muito de viver aqui. As pessoas são muito calorosas. Sempre que vou a um centro comercial ou a outro sítio qualquer, os sportinguistas, e até adeptos de outros clubes, vêm falar comigo e cumprimentar-me. Gosto muito das pessoas e também da comida. É tudo perfeito.»
A gastronomia portuguesa
«Gosto muito de pastel de nata. Até já disse à minha mulher que, quando voltar ao Japão, talvez abra um restaurante de natas. O bacalhau não é muito o meu tipo de comida mas gosto muito de arroz de marisco e de peixe. É muito bom.»
Do ténis para o futebol
«O meu irmão mais velho começou a jogar futebol e eu também acabei por mudar para este desporto. Hoje, já não jogo ténis.»
Os tempos de universidade no Japão
«Estudei Direito mas não me façam muitas perguntas sobre a universidade… não aprendi muito [risos]. Conciliava com o futebol, lá é normal.»
O anime Oliver e Benji
«Não sei se me inspirou, mas é um dos animes mais populares do mundo. No Japão, os nomes [das personagens] são diferentes. Chamam-se Tsubasa e Misaki. Quando cheguei ao Santa Clara, toda a gente me perguntava conheces Oliver e Benji? e eu ficava: como? Repete, por favor [risos].»
Série favorita
«Gosto muito de Attack on Titan. Têm de ver.»
O que sente mais falta do Japão
«Provavelmente, da família. Também vou muitas vezes a restaurantes japoneses para comer ramen ou sushi.»
Mensagem para os sportinguistas
«Obrigado por nos apoiarem sempre. Sinto que lutamos todos juntos e que estamos lado a lado. Mesmo quando não jogamos bem, os adeptos apoiam-nos sempre e empurram-nos para a frente. Só quero dizer obrigado. Vamos continuar juntos até ao fim!»
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