O plano do Sporting para o ataque ao mercado
Rui Borges renova até 2028 — anúncio oficial esta manhã — mas o planeamento do Sporting para 2025/26 já morde o terreno há meses. Em Alvalade, o diagnóstico está feito: a SAD e o técnico identificaram duas carências prioritárias, com o miolo a exigir intervenção dupla. Morita está em fim de ciclo e Hjulmand, perante o assédio europeu, dificilmente resistirá às investidas externas.
É aqui que entra a mira de Frederico Varandas e do diretor geral para o futebol Bernardo Morais Palmeiro: Issa Doumbia (Veneza) e Sergi Altimira (Betis) são os eleitos. Operações de vulto, estimadas em 15M€ e 25M€ (mais bónus), respetivamente, que exigem engenharia financeira e persistência negocial para não derraparem.
Para a ala, a premissa é clara: profundidade e critério associativo. O alvo tem nome e apelido: Yeremay Hernández. O mago do Corunha, de 23 anos, é um desejo antigo que pode bater recordes em Alvalade. O Sporting admite superar os 25M€ fixos, mas não entrará em loucuras pelo passe do espanhol, que aguarda pelo desfecho da época na Galiza, seduzido pelo palco europeu e pela luta por títulos de leão ao peito.
Contudo, o plano de ataque está condicionado pela lei do mercado. Se as entradas estão mapeadas, as saídas podem forçar adaptações de emergência. Maxi Araújo é o nome mais quente: o assédio de clubes endinheirados é sufocante e uma venda obrigaria à busca de um sucessor à altura na esquerda.
Cenário idêntico vive Fresneda, com a Premier League à espreita. A segurança reside na polivalência caseira: Diogo Travassos tem regresso garantido após cedência ao Moreirense, oferecendo soluções imediatas num plantel que se quer um pouco mais extenso e de elite.
O mercado ditará o resto, mas o Sporting já não corre atrás do prejuízo: antecipa-o com alvos definidos e verbas projetadas para o assalto final aos nomes pretendidos pela estrutura do futebol.
Dinheiro haverá em Alvalade tendo em conta os €79,8M arrecadados com a participação na Champions desta temporada e, por exemplo, a venda dos direitos económicos de Hjulmand trará uma mais-valia associada. Não serão os €80M inscritos na cláusula de rescisão do contrato do jogador até 2028, mas os leões abrirão as hostilidades negociais a partir dos €40/50 M.
Mais remakes no plantel poderão ser efetuados mas com operações de montante não tão elevada como as já descritas e como os ventos de mercado mudam com alguma frequência, o leão está sempre com o radar ativo, seja para negócios de oportunidade para entradas ou para saídas por valores que considerem ajustados.
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