Infantino esteve no Irão-Nova Zelândia
Infantino esteve no Irão-Nova Zelândia

Infantino foi ao balneário do Irão: «Compreendo, estão a mandar mensagem ao Mundo...»

Presidente da FIFA disse estar solidário com condicionalismos e que a seleção «é forte»

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, dirigiu-se ao balneário do Irão após o empate com a Nova Zelândia (2-2), mostrando-se solidário perante as dificuldades logísticas que a equipa enfrenta devido à guerra com os Estados Unidos, um dos países anfitriões do torneio.

Num vídeo da federação iraniana, visto pela rádio RMC Sport, Infantino expressou compaixão e orgulho pela forma como a equipa tem lidado com os obstáculos na preparação. A seleção foi forçada a mudar o seu centro de estágio do Arizona para o México à última da hora, e os Estados Unidos negaram vistos a cerca de quinze membros da delegação.

Perante os jogadores e a equipa técnica, e na presença do embaixador da FIFA, Youri Djorkaeff, Infantino proferiu um discurso de encorajamento: «Esta noite, foi um jogo difícil e, com um pouco mais de sorte, poderiam ter ganho», começou por dizer o presidente da FIFA. «Mas pelas vossas famílias, amigos, povo e mundo, devem mostrar que estão no Campeonato do Mundo, que estão a competir, e ainda vos restam dois jogos. E nesses dois jogos que vos faltam, voltarão a encher o mundo de orgulho com o que fazem.»

Após a tradução, os jogadores aplaudiram. Infantino abordou então a complexa situação da equipa, que tem de fazer constantes viagens de ida e volta entre o México e os Estados Unidos para disputar os seus jogos. «Eu sei o que estão a passar, eu compreendo, mas vocês são mais fortes do que tudo», afirmou. «Estão a enviar uma mensagem ao mundo inteiro. Esta noite, uniram todo o estádio aqui atrás de vocês. Mostraram-no ao mundo e enviaram uma mensagem forte.»

O discurso terminou com uma nota de humor. «Se o vosso treinador permitir, eu poderia jogar a avançado no próximo jogo», brincou Infantino, recebendo um sorriso do selecionador iraniano, Amir Ghalenoei.

Na conferência de imprensa, o tom de Ghalenoei foi bem diferente. O selecionador considerou que a sua equipa é «a mais oprimida da história do panorama internacional», devido às enormes restrições que enfrenta.

Por sua vez, o avançado Mehdi Taremi confirmou a visita de Infantino ao balneário. «Pedimos-lhe as mesmas coisas (...) ele quer ajudar, mas há outros problemas» que os dificultam, declarou o jogador, sem fazer referência direta à administração norte-americana.

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