O 'King na baía de Luanda: LeBron James inspira basquetebol angolano

«O basquetebol angolano devia estar num patamar superior», diz Carlos Morais.

A Marginal de Luanda viveu um dia memorável com a presença de LeBron James. O astro do basquetebol mundial acompanhou de perto uma demonstração de basquetebol 3x3, protagonizada por jovens promessas do desporto nacional, num momento de pura celebração e inspiração.

O evento contou com uma forte representação institucional, destacando-se as presenças do Ministro da Juventude e Desportos, Rui Falcão, do Ministro do Turismo, Márcio Daniel, do Secretário de Estado para o Desporto, Paulo Madeira, e do Presidente da Federação Angolana de Basquetebol (FAB), Moniz Silva.

Mas além dos dirigentes, o brilho nos olhos dos jovens atletas veio também do contacto direto com a história viva do basquetebol angolano. Referências incontornáveis de diferentes gerações — como Miguel Lutonda, Nair Manuel, Kikas Gomes e Carlos Morais — pisaram o chão da Marginal de Luanda ao lado da juventude, cruzando o passado glorioso e o futuro do basquetebol nacional com a presença de “King” James.

Para quem já fez história nas quadras de todo o mundo com a camisola nacional, ver LeBron James em solo angolano tem um significado especial. O antigo internacional angolano, Carlos Morais, não escondeu a satisfação por vivenciar este momento épico: «É uma grande honra. É uma honra ter o ‘King’ em Angola, a sua primeira vez em África. É fantástico tê-lo aqui, a provar a nossa comida, a respirar o nosso ar... É simplesmente uma honra.»

Para as crianças e jovens que participaram na exibição, cruzar-se com um dos maiores ícones do desporto mundial deixa de ser um sonho distante de televisão para se tornar uma realidade transformadora. Carlos Morais sublinhou o impacto emocional e motivacional que esta visita deixa na nova geração.

«Acho que isto significa o mundo para eles. Uma coisa é ver alguém que admiramos e gostamos tanto através da televisão; outra coisa é vê-lo em pessoa. Significa muito para estes miúdos e é uma excelente oportunidade para aprenderem algo mais no caminho deles.»

Questionado sobre o momento atual do basquetebol angolano, o antigo camisola 6 angolano fez uma análise honesta sobre o crescimento e o caminho a percorrer:

«Tenho a minha opinião pessoal, acho que poderia estar num patamar superior neste momento, mas sinto que está a crescer. Mais pessoas estão a interessar-se em praticar basquetebol, novos clubes e equipas estão a surgir. Estamos a crescer, embora ache que já devíamos estar um pouco mais à frente.»

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