Prestianni foi um quebra-cabeças para os defesas do Tondela — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+
Prestianni foi um quebra-cabeças para os defesas do Tondela — Foto: Rogério Ferreira/Kapta+

O grandão acabou com brincadeiras dos pequenitos (as notas do Benfica)

Prestianni esteve pelo menos três vezes muito perto de marcar. Schjelderup também criou muitos desequilíbrios. Só não houve felicidade do Benfica porque o gigante, desta vez, estava na baliza do Tondela
A figura do Benfica: Prestianni (7)
Aos 2' estava a conduzir a bola sozinho, com muitos adversários pela frente, sinal de que estava ali para lutar e procurar o golo, contra destino que se anunciava difícil. O baixinho desequilibrou no ataque com fintas, combinações e remates, criou e finalizou ocasiões. Veja-se só os disparos com perigo: remate fora da área para boa defesa de Bernardo Fontes, grandão de 1,97 metros; aos 33' lançado por Pavlidis atira para grande defesa do guarda-redes; aos 54' remate em arco muito perigoso, para desvio do brasileiro; aos 58' nova ameaça com perigo; aos 68' disparo de pé esquerdo com a bola a sair perto do poste direito. Pelo meio outros remates, ora desviados por defesas, ora sem força ou ao lado da baliza. Ainda isolou Pavlidis (11') e aos 46' fez a bola passar pela pequena área, mas ninguém encostou. Sempre com compromisso defensivo, saiu esgotadíssimo aos 82'.

Trubin (6) — Aos 3’ já voou para afastar com os punhos um centro ameaçador de Bebeto, aos 12’ sentiu dificuldade em agarrar a bola depois desta perder velocidade na lama, aos 25’ viu bola sair do calcanhar de Jordan Pefok para o poste esquerdo. Primeira meia hora agitada. O grandão da baliza do Benfica teve depois pouco trabalho. Ficou a ver o que estava a fazer o grandão da outra baliza.

Daniel Banjaqui (6) — Ficou em sentido, no início, com a velocidade de Aiko. Também algumas dificuldades em meter os primeiros passes. Mas não deixou de procurar o ataque, somou dois centros perigosos na primeira parte e aos 43’ rematou forte, sem balanço e fora da área, para difícil defesa de Bernardo Fontes. Aos 58', na área do Tondela, meteu Prestianni na cara de Bernardo Fontes. Foi perdendo fulgor e saiu aos 62' por Sidny.

António Silva (7) — Jogou sem complicar — bola para longe — sempre que se exigia, para evitar qualquer risco. Ensaiou dois maus passes longos antes de outros dois muito bons — primeiro a lançar Banjaqui aos 24’ e depois a encontrar Pavlidis (33’), permitindo que este isolasse Prestianni. Bons cortes aos 22’ e 73, de cabeça e com o pé, mostraram que soube estar no sítio certo. Muito sereno.

Otamendi (6) — Aos 25' Jordan Pefok desviou à frente do argentino para o poste, mas o principal mal tinha sido feito por Dahl. Foi somando bons cortes, aos 48' matou um contra-ataque ameaçador de Rodrigo Conceição. Falhou alguns passes longos, especialmente na segunda parte. Foi dos que mais mostraram vontade de vencer. Aos 31' encheu-se de ganas, avançou com a bola controlada e rematou forte fora da área, mas a bola saiu ao lado do poste direito.

Dahl (5) — Apesar de ter combinado várias vezes com Schjelderup ou Sudakov, não teve assim tantos lances positivos no ataque. A defender quase comprometeu aos 25' — má abordagem a um lance, falhou no tempo de corte e permitiu que Rodrigo Conceição cruzasse para Jordan Pefok finalizar com perigo. Aos 90+2' rematou forte ao lado do poste esquerdo.

Barreiro (6) — Formiguinha no meio-campo, sempre numa agitação, pressionou, cortou lances e tentou entregar depressa a bola. Caiu na área num lance com Bebeto na primeira parte, Luís Godinho assinalou penálti, mas reverteu a decisão depois de chamado pelo VAR para analisar as imagens. Com os minutos a passar, surgiu mais perto da área.

Aursnes (6) — Aos 74' esteve perto do golo, mas rematou com dificuldade e sem força contra Bernardo Fontes na pequena área. Aos 82' o guarda-redes voltou a travar-lhe um remate. Prático e com a preocupação de jogar para a frente, num toque de cabeça ainda deixou Schjelderup numa boa posição para marcar (59').

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Sudakov (6) — Deu-se sempre ao jogo, combinou várias vezes com Schjelderup, Dahl, Aursnes ou Pavlidis, mas nem sempre tomou a decisão certa, sobretudo perto da baliza. Aos 61', por exemplo, perdeu tempo para rematar na área e perdeu uma oportunidade. Soltinho, bem fisicamente, fez com Pavlidis a primeira linha de pressão.

Schjelderup (6) — A exibição e os dois golos com o Real Madrid encheram-no de confiança, partiu com coragem para o um contra um, saiu-se bem várias vezes, meteu bem a bola em Pavlidis na área, abriu caminho para Dahl subir e rematou sempre que pôde. Aos 59' o pequenito norueguês esteve perto do golo, mas Bernardo Fontes estragou-lhe a festa.

Pavlidis (6) — Aos 11' recuperou uma bola, meteu em Prestianni, foi receber o passe do argentino, mas não conseguiu finalizar. Aos 33' grande passe para Prestianni, aos 35' rodou sobre um defesa, mas estava lá o guarda-redes, aos 65' cabeceou ao lado do poste direito, aos 90+2' entregou de bandeja para disparo de Dahl. Esteve na zona de finalização e criou oportunidades para os companheiros. Jogo de muitos duelos, difícil e de inverno, por isso nem sempre bonito.

Rafa (4) — Entrou aos 62', jogou primeiro ao lado de Pavlidis e depois na direita. Falhou vários passes e o jogo pareceu mais rápido que Rafa.

Sidny (6) — Também entrou aos 62'. Dois bons cruzamentos que Pavlidis e Aursnes não finalizaram. Tentou a sorte na marcação de um livre (contra a barreira) e num remate forte (ao lado).

Bruma (5) — Entrou aos 82' ainda a tempo de rematar forte com o pé esquerdo à entrada da área, mas a bola desviou em Rodrigo Conceição. Aos 90' recuperou a bola e lançou contra-ataque.

Anísio Cabral (6) — Entrou também aos 82'. Esteve muito bem — na primeira ação deu velocidade a um contra-ataque, usou o corpo para receber a bola e entregá-la bem, aos 90+2 meteu boa bola em Pavlidis, aos 90+5', à meia-volta sobre Medina rematou com perigo na área.