Jota saiu em definitivo do Benfica rumo ao Celtic - Foto: A BOLA
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«O Benfica Campus é a disneyland do futebol»: os agradecimentos da elite formada no Seixal

Rúben Dias, João Neves e Lindelof entre os jogadores assinaram 20.º aniversário do Benfica Campus. Jota desfaz-se em elogios cerca de um mês antes de defrontar as águias

As celebrações do vigésimo aniversário do Benfica Campus ficam marcadas pelas mensagens de parabéns dirigidas por alguns dos principais talentos formados no Seixal.

Victor Lindelof chegou ao Benfica em 2012 para os juniores, saiu em 2017 para o Manchester United a troco de 35 milhões de euros e transbordou gratidão, nove anos depois: «Não estaria onde estou hoje na minha carreira se não fossem todos os que trabalham e apoiam os jogadores.»

O internacional sueco do Aston Villa é o segundo central com passagem no Benfica Campus mais caro da história do clube. O primeiro é Rúben Dias, que saiu para o Manchester City por €71M em 2020. O internacional português, que representou as águias entre 2008 e 2020, também assinalou os 20 anos do Seixal: «Casa de todos nós.»

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João Neves fez uma retrospetiva de oito temporadas no Benfica Campus, entre 2016/17 e 2023/24: «Foram momentos fantásticos na minha vida que nunca vou esquecer. Agradeço a todas as pessoas deste clube que trabalham e apoiam diretamente os atletas. »

«Estou super contente por ter passado grande parte da minha vida aí dentro. Sem dúvida que me deram as ferramentas ideais para me desenvolver como jogador e enquanto pessoa», frisou. João Neves realizou 75 partidas pela equipa principal antes de rumar ao PSG por 65 milhões de euros, em 2024.

No verão seguinte, foi a vez de Florentino Luís de sair, para o Burnley, por 24 milhões de euros. O médio luso deixou bem patente um desejo para o futuro: «Sou muito grato pelo que vivi, espero que continue a ser uma fábrica de talentos dentro e fora de campo e que possa continuar a transmitir os valores desse grande clube.»

Florentino Luís estreou-se pela equipa principal do Benfica em 2018/19, tal como Jota Filipe. O extremo do Celtic, que vai visitar a Luz a 15 de outubro na Liga Europa, destacou a «felicidade de ter feito parte de todo o ecossistema» encarnado durante 13 anos «repletos de conquista e aprendizagem».

«Não há melhor sítio no mundo para se evoluir. Por mais experiências que tenha em sítios diferentes acho que nada se compara ao que foi a formação no Benfica e ao processo de desenvolvimento. Costumo dizer que o Benfica Campus é a disneyland do futebol», defendeu.

Também António Silva, que este verão rumou ao Bournemouth, da Premier League, deixou a sua mensagem: «Quero agradecer a todas as pessoas, a todo o staff, que sempre me deu tudo para eu poder crescer enquanto jogador mas acima de tudo enquanto pessoa.»

A estranheza de Samaris

Samaris não foi formado no Benfica Campus, mas teve tanto impacto nos encarnados que, cinco anos depois de ter terminado a ligação como jogador, regressou como treinador. O atual comandante dos sub-16 das águias refletiu sobre os primeiros tempos num papel diferente: «Foi estranho ao início conhecer áreas diferentes do nosso centro. Há diferenças, mas há uma coisa em comum, a mística nos corredores. Como jogador senti isso e na formação há essa preocupação em manter essa identidade passar e essa mística.»

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