O ataque do leão ao mercado
Ainda está tudo em aberto na Liga, mas o Sporting já faz contas ao mercado do próximo verão. É assim que tem de ser — e é por isso que quando há eleições de clubes em abril ou maio, como aconteceu na vitória de Villas-Boas sobre Pinto da Costa no FC Porto ou como chegaram a sugerir para o Benfica, até me arrepio.
Em Alvalade, já se definiu quem pode sair, quem é para segurar e quem, idealmente, entraria. Não é um veredito sobre a qualidade dos jogadores, mas uma gestão de expectativas e financeira.
Por isso, Hjulmand é um dos jogadores que o leão planeia vender — ninguém esconde a importância do dinamarquês, dentro e fora do campo, mas depois de ter recusado, na época passada, várias propostas aliciantes para a transferência, o Sporting comprometeu-se a não voltar a cortar as pernas ao jogador. Voltar atrás, no próximo verão, seria um sinal não só para ele, mas para todos, de que a palavra de nada valeria em Alvalade, e a SAD não pode correr esse risco — o que não quer dizer que o negócio vá ser fácil, veja-se o que aconteceu com Gyokeres...
Depois, o Sporting planeia vender, igualmente, Diomande e Geny Catamo. Porquê esses e não outros? Porque considera que, depois de épocas positivas, estarão próximos dos seus valores mais altos de mercado. No caso de Diomande, parece-me até que o(s) substituto(s) pode(m) estar já em Alvalade (independentemente de chegar mais algum concorrente). Sim, o costa-marfinense tem qualidades físicas, sobretudo para o jogo aéreo, que Eduardo Quaresma ou Debast não parecem ter, mas o português e o belga oferecem outras valências.
Já quanto a Catamo, não se vê, ou ainda não se viu, substituto à altura — veremos o que Luís Guilherme e Faye ainda têm para mostrar. Por isso, espera-se um ataque forte ao mercado por um extremo desequilibrador. E o alvo está bem definido: Yeremay, que o Sporting tanto tentou na época passada. Não seria a primeira vez que um reforço chegaria a Alvalade um ano depois da primeira tentativa de contratação — aconteceu no verão passado com Ioannidis. O trabalho de convencer os jogadores leva, muitas vezes, mais que umas semanas — e a brilhante campanha na Champions ajudará.
Quanto aos outros, não faltará quem olhe para o percurso europeu e pense que este é o momento certo para sair. E pode bem acontecer o que aconteceu com Hjulmand, e com Gyokeres antes disso. Na verdade, o mercado de 2027 já começará a ser tratado este verão.