Anastasia Potapova
Anastasia Potapova

O amor prevalece sempre: Potapova confessa que não teria vencido sem o namorado

Declarações da austríaca após triunfo sobre Pliskova estão a ser muito comentadas em Madrid

Anastasia Potapova protagonizou um dos momentos mais sinceros da presente edição do Mutua Madrid Open. Após uma batalha intensa frente a Karolina Pliskova, a tenista austríaca de origem russa não quis guardar os louros apenas para si. Em declarações na zona mista, Potapova revelou que o namorado, o também tenista Tallon Griekspoor, foi o pilar fundamental para não colapsar mentalmente.

O jogo, marcado pelo equilíbrio e pelo desgaste emocional, parecia fugir das mãos da austríaca. Foi nesse momento crítico que a presença do neerlandês nas bancadas se tornou decisiva. «Esta é a primeira vez que o vou dizer, mas grande respeito pelo meu namorado, que chegou mesmo a tempo. Salvou-me no momento certo», confessou a atleta, citada pelo portal especializado Tennis.com.

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Segundo Potapova, Griekspoor assumiu um papel de treinador mental improvisado durante os momentos de maior pressão no terceiro set. O tenista, que ocupa atualmente um lugar de destaque no ranking ATP, não parou de incentivar a companheira. «Ele dizia-me constantemente: 'Tu consegues fazer isto. Estamos todos juntos aqui. Continua'. No terceiro set, o trabalho para ganhar foi maioritariamente dele», explicou.

A jogadora admitiu que o apoio emocional de quem conhece bem a realidade do circuito profissional fez toda a diferença. Enquanto as pernas pesavam e a confiança oscilava, as palavras de Griekspoor funcionaram como um balão de oxigénio. «Limitei-me a jogar, mas mentalmente foi ele que me manteve ali, focada no objetivo», reforçou a tenista.

Esta cumplicidade entre os dois jogadores tem sido um dos temas de interesse nos bastidores do torneio madrileno. Num desporto individual e solitário como o ténis, Potapova provou que, por vezes, a vitória constrói-se a duas vozes. A austríaca defronta hoje a ucraniana Marta Kostyuk nas meias-finais, com o moral reforçado e um «treinador» muito especial por perto.