Novas imagens: Nicolas Maduro chegou algemado a prisão de Nova Iorque com «feliz ano novo»

Detido em prisão federal de Brooklyn

O presidente venezuelano Nicolás Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, já estão em Nova Iorque, depois de uma operação militar em Caracas que deteve os dois.

O avião procedente de Guantánamo, onde Maduro chegara depois de ter sido retirado da Venezuela no navio USS Iwo Jima, aterrou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart perto das 22 horas em Lisboa.

«Feliz ano novo»

Maduro seguiu depois para o Centro de Detenção Metropolitano (MDC), uma prisão federal em Brooklyn, tendo sido escoltado por vários agentes, algemado, e aparentava estar calmo, dizendo, em inglês, «boa noite e feliz ano novo».

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, declarou nas redes sociais que Maduro e a mulher serão julgados no Tribunal Distrital do Sul de Nova Iorque por acusações de narcoterrorismo e corrupção, entre outras.

«Nicolás Maduro e a sua esposa, Cilia Flores, foram acusados no Distrito Sul de Nova Iorque. Nicolás Maduro foi acusado de conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e de engenhos destrutivos, e conspiração para possuir metralhadoras e engenhos destrutivos contra os Estados Unidos», partilhou sábado no X.

Trump disse mais tarde que os EUA iriam supervisionar a administração do país até que possa ocorrer uma transição formal de poder, recusando-se a excluir a possibilidade de um envolvimento militar de mais longo prazo na Venezuela. «Vamos ser nós a administrá-lo», afirmou a partir do seu clube Mar-a-Lago, na Florida, onde acompanhou a operação militar.

40 mortos na operação

Pelo menos 40 pessoas terão morrido no ataque dos Estados Unidos na Venezuela, na madrugada de sexta-feira para sábado. A informação é avançada pelo jornal New York Times, que cita um funcionário venezuelano, sendo que as vítimas incluem civis e soldados. 

A captura de Madurp foi precedida por bombardeamentos em larga escala em vários locais de Caracas com o objetivo de desativar as defesas aéreas da Venezuela antes do envio das forças terrestres. Os Estados Unidos não confirmaram ainda o número de vítimas.