Ndoye e Samu foram os faróis do triunfo conquistador (crónica)
O dérbi da cidade berço ficou marcado pela escuridão, já nos descontos, depois dos holofotes do Estádio D. Afonso Henriques terem ficado sem eletricidade, o que levou a 13 minutos de compensação. Para o V. Guimarães, Ndoye e Samu foram os faróis que garantiram o triunfo por 1-0, perante o Moreirense
A partida começou com um ritmo lento, sendo que ainda houve algumas aproximações às balizas, de parte a parte, porém demasiado tímidas. Aos 14’, depois de um erro de André Ferreira, Diogo Sousa rematou forte e Nélson Oliveira não chegou a tempo para emendar e a bola saiu ao lado. Do outro lado também houve facilitismo e Alan ficou em boa posição, porém surgiu um enorme corte de Abascal, evitando o pior para a equipa da casa.
A melhor oportunidade da primeira parte pertenceu aos forasteiros. Ao minuto 29, Travassos e Álvaro Martínez trabalharam exemplarmente no flanco esquerdo, sendo que o jogador espanhol serviu Alan que finalizou de primeira e valeu uma bela estirada de Charles para evitar o primeiro na partida.
Até ao intervalo, o jogo ficou mais quezilento, começando a surgir os primeiros cartões, inclusive para o banco de suplentes, com Miguel Maga a ser admoestado por protestos e assim falha o próximo encontro dos conquistadores.
No reatamento, Luís Pinto voltou ao sistema mais habitual colocando Samu atrás do ponta de lança e relegando Gustavo Silva para a direita. No entanto foram os cónegos a criar perigo, após uma perda de bola de Diogo Sousa, Travassos partiu em velocidade, rematou forte e Charles fez mais uma boa defesa.
Na resposta, depois do cruzamento de Saviolo, o camisola 11 dos conquistadores cabeceou ao segundo poste, mas saiu ao lado. Alioune Ndoye entrou aos 63’ e teve influência imediata no encontro. Primeiro com um remate que foi intercetado, mas que sobrou para Samu que sem cerimónias disparou forte, sendo que obrigou André Ferreira foi obrigado a aplicar-se. Depois arrancou com tudo e só foi parado com falta de Stejpanovic (quinto amarelo). O capitão Samu converteu o penálti com sucesso e colocou a turma da casa na frente do marcador (66’).
Aos 75’, Noah Saviolo bailou, serviu Abascal, que acompanhou o ataque, porém o remate saiu mal medido. O marcador não mexeu até ao apito final e o Vitória iluminou a noite com três pontos que aproximam a equipa do top-5 da Liga, somando agora 28 pontos.
As notas dos jogadores do V. Guimarães: Charles (6), Tony Strata (5), Miguel Nóbrega (5), Rodrigo Abascal (6), João Mendes (5), Oumar Camara (5), Beni Mukendi (5), Diogo Sousa (6), Noah Saviolo (6), Gustavo Silva (5), Nélson Oliveira (5), Samu (7), Alioune Ndoye (7), Fabio Blanco (5) e Matija Mitrovic (-).
As notas dos jogadores do Moreirense: André Ferreira (5), Dinis Pinto (5), Gilberto Batista (5), Mateja Stejpanovic (4), Álvaro Martínez (5), Afonso Assis (6), Rodrigo Alonso (5), Landerson (5), Alan (6), Diogo Travassos (6), Luís Semedo (5), Kiko Bondoso (5), Nile John (5), Yan Maranhão (5) e Leandro Santos (-).
Vasco Botelho da Costa
O Vitória foi melhor a partir do golo. No início da segunda parte não tivemos tanta acutilância, o jogo estava mais dividido, porém não estávamos a deixar o adversário criar perigo. Não jogámos num estádio qualquer, nem frente a uma equipa qualquer, pois estamos a falar de um adversário que recentemente bateu o FC Porto, o Sporting e o SC Braga.
Luís Pinto
Quisemos ter quatro homens de características muito verticais que pudessem estar constantemente a ameaçar a profundidade, pois sabíamos que o Moreirense ia jogar com um central adaptado. A entrada do Samu criou vantagem numa zona, em que na primeira parte não conseguimos. A equipa acabou por estar relativamente bem no jogo, não tendo sido espetacular.
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