James Trafford ao lado de John Stones no Etihad
James Trafford ao lado de John Stones no Etihad - Foto: IMAGO

«Não era o que eu esperava»: Trafford admite desilusão com Guardiola

Guarda-redes inglês regressou ao Manchester City por cerca de 30 milhões de euros e assumiu a baliza de Ederson, mas a chegada de Donnarumma relegou-o para suplente

James Trafford regressou ao Manchester City em junho de 2025 com a esperança de se afirmar como o guarda-redes titular, perante a iminente saída de Ederson para o Fenerbahçe, mas a chegada inesperada de Gianluigi Donnarumma alterou por completo os seus planos. O guardião inglês, de 23 anos, admitiu que a sua situação atual no clube não corresponde às suas expectativas iniciais.

Contratado ao Burnley por cerca de 30 milhões de euros, Trafford começou a época como a primeira escolha de Pep Guardiola para a baliza, tendo sido titular nos três primeiros jogos da Premier League. No entanto, a sua ascensão foi travada no último dia do mercado de verão, quando o City aproveitou a oportunidade de contratar Donnarumma, que se tornara excedentário no PSG, por decisão de Luis Enrique.

Desde então, o internacional italiano, de 26 anos, assumiu a titularidade e já soma 30 jogos, relegando Trafford para as competições internas. O inglês participou nos jogos das taças e num encontro da Champions. Após manter a baliza a zeros na vitória sobre o Salford City (2-0) para a Taça de Inglaterra, no sábado, Trafford confessou a sua frustração.

Questionado pela BBC sobre o seu papel de «guarda-redes das taças», foi direto: «Não era o que eu esperava ao chegar esta época... É a realidade e tenho de dar o meu melhor. É a situação em que me encontro. Treinamos todos os dias, mas fazer defesas é divertido», explicou o ex-Burnley.

Trafford teve uma época de grande destaque no Championship, no qual realizou 45 jogos e sofreu apenas 16 golos no Championship, contribuindo decisivamente para a subida à Premier League. O seu regresso ao City, clube que deixara em 2023 em busca de mais tempo de jogo, parecia ser o passo lógico para resolver «assuntos pendentes», mas não terá sido o acertado.