Benfica vence no Dragão e segue na Taça de Portugal
O Benfica venceu o FC Porto por 3-2 e qualificou-se para os quartos de final da Taça de Portugal. Três golos na primeira parte e resistência à pressão portista na segunda etapa chegaram aos encarnados para se imporem na Dragão Arena.
Aos quatro minutos, quando a partida decorria ainda sem oportunidades de golo flagrantes, o Benfica não falhou a primeira de que dispôs. João Rodrigues concluiu jogada de classe de Roberto di Benedetto, que após driblar dois defesas do FC Porto e descobrir espaço na área desequilibrou Xavi Malián antes de assistir o companheiro de equipa, que só teve de encostar para o fundo da baliza.
As águias levantavam voo na arena do dragão e três minutos volvidos aumentaram a contagem, por Zé Miranda, beneficiando de facilidades concedidas pela defesa portista para rematar sem oposição, da zona central, perante desemparado Malián.
O clássico ameaçava pintar-se de encarnado, mas reagiu o FC Porto com providencial golo logo após o reatamento. Gonçalo Alves, também com um disparo de longe, bateu Conti Acevedo e assim não concedeu tempo ao Benfica para assimilar o reforço do avanço e o ascendente que estava a consolidar.
Em seguida, vingaram-se os guarda-redes. Primeiro, Xavi Malián, a opor-se a mais um forte remate de Zé Miranda, com o benfiquista novamente sem oposição; depois, respondeu Conti Acevedo na baliza oposta, a evitar o empate, após desvio à boca da baliza - com o capacete. Todavia, foi o guardião portista a ficar momentaneamente por cima neste duelo, quando, quase de imediato, defendeu um penálti de João Rodrigues.
Na iminência do intervalo, e depois de o atingir precoce da oitava falta, o Benfica ganhou um balão de oxigénio quando Nil Roca aumentou a vantagem para dois golos (1-3) ao finalizar um rápido contra-ataque em vantagem numérica.
A segunda parte arrancou com o FC Porto mais acutilante. Depois de as equipas terem acertado nos postes, o Benfica comete a 10.ª falta e Carlo di Benedetto reduz para os dragões - que dispuseram logo a seguir de penálti, mas Conti Acevedo defendeu o remate Gonçalo Alves.
Não empataram os azuis e brancos e foram perdendo fulgor – acumulando faltas até atingirem a 10.ª a 13 minutos do final, proporcionando livre direto para o Benfica. Zé Miranda não conseguiu marcar e manteve o clássico em aberto até à derradeira buzina. Mas quatro (!) remates aos postes foi o mais perto que a equipa de Paulo Freitas esteve do empate e de levar o jogo a prolongamento.