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Mundial 2026: presidente da UEFA recusou assistir à final em protesto com a FIFA
Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, não marcou presença na final do Mundial 2026 como forma de protesto, numa altura em que a relação entre o organismo que rege o futebol europeu e a FIFA se encontra sob grande tensão. A ausência do esloveno, noticiada pelo The Times, reflete um descontentamento profundo que irá além do polémico caso de Folarin Balogun.
Um dos pontos mais críticos do descontentamento de Ceferin foi a suspensão do castigo de um jogo aplicado ao avançado dos Estados Unidos. A UEFA classificou publicamente a decisão da FIFA como «sem precedentes, incompreensível e injustificável», afirmando que se tinha «ultrapassado uma linha vermelha».
A controvérsia adensou-se quando se soube que a suspensão do castigo ocorreu após um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a solicitar uma «revisão» do cartão vermelho de Balogun, levantando sérias questões sobre a influência política nas decisões do organismo máximo do futebol. Mais tarde, foi revelado que a decisão final foi tomada sem o conhecimento de 17 dos 18 membros do Comité Disciplinar da FIFA.
Outras polémicas
Antes do início do Mundial, a FIFA mostrou-se incapaz de impedir que as autoridades norte-americanas enviassem para casa o árbitro somali Omar Artan. Depois, a UEFA nomeou Artan para dirigir a final da Supertaça Europeia, entre PSG e Aston Villa, a 12 de agosto do próximo mês.
A discórdia entre UEFA e FIFA não fica por aqui. Ceferin também se opõe a novo alargamento do Mundial, para 64 equipas. A UEFA também já indicou que não planeia adotar outras inovações do Mundial, como a interpretação do protocolo VAR de «identidade trocada», que levou à expulsão de Breel Embolo, da Suíça, contra a Argentina, ou a expulsão de jogadores que tapam a boca ao falar com um adversário – a chamada Lei Prestianni.
A política de preços dos bilhetes da FIFA foi outro alvo das críticas de Ceferin, que pediu publicamente para «não tirarem o futebol dos seus adeptos».
Apesar do boicote à final, Aleksander Ceferin esteve presente no jogo de abertura do torneio, realizado na Cidade do México a 11 de junho, entre a seleção local e a África do Sul.
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