Gianni Infantino sob escrutínio
Gianni Infantino sob escrutínio

Várias federações da UEFA estão a mobilizar-se para apoiar um candidato que enfrente Gianni Infantino nas próximas eleições presidenciais da FIFA, numa altura em que o atual líder procura um terceiro mandato.

Apesar de Infantino ter confirmado a sua recandidatura no Congresso da FIFA em abril, esperando uma reeleição tranquila, a talkSPORT avança que existe um movimento dentro da UEFA para apresentar uma alternativa, dada a sensação de descontentamento com o atual líder.

Tal sentimento intensificou-se já durante o Mundial 2026, sobretudo após a revelação de que Infantino recebeu um telefonema do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o cartão vermelho do avançado Folarin Balogun, que foi subsequentemente suspenso. A UEFA reagiu com veemência, acusando a FIFA de «ultrapassar uma linha vermelha».

Em sua defesa, Infantino sublinhou a independência do comité disciplinar da FIFA, que tomou a decisão e permitiu que Balogun jogasse na derrota contra a Bélgica nos oitavos de final. No entanto, para além de invocar «discrição», nem a FIFA nem o seu órgão judicial forneceram uma explicação detalhada para a decisão, tendo sido revelado entretanto que apenas um membro do comité tomou a decisão.

Neste cenário, surgem vários nomes como potenciais candidatos. O presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, seria o mais qualificado, mas o advogado esloveno parece preferir continuar no seu cargo atual. Embora inicialmente tivesse descartado um terceiro mandato completo até 2031, está agora disposto a recandidatar-se na UEFA se não surgirem outros candidatos, não pretendendo um confronto direto com Infantino.

Várias federações da UEFA, incluindo as da Bélgica e da Polónia, estariam dispostas a apoiar uma candidatura de Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG. Contudo, fontes indicam que o presidente da EFC (Associação de Clubes Europeus) não tem essa ambição.

A Polónia favoreceria Dariusz Mioduski, proprietário do Legia. Altos dirigentes do futebol da Bósnia, Noruega - um dos mais vocais contra Infantino desde o prémio da Paz dado a Trump -, Suécia, Alemanha e Espanha também terão discutido o apoio a outros candidatos europeus, incluindo Mioduski.

Fora da Europa, o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, é visto como um possível sucessor. Fontes próximas do canadiano afirmam que o seu foco é a reeleição na Concacaf, mas é sabido que ambiciona um dia liderar a FIFA. Outro nome com a mesma aspiração é Patrice Motsepe, presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF). No entanto, é improvável que o sul-africano desafie o seu aliado Infantino, preferindo esperar por 2031, quando Infantino já não se poderá recandidatar, na esperança de obter apoio.

O principal desafio para as federações da UEFA que se opõem a Infantino é o forte apoio que as suas propostas - como o alargamento do Mundial para 64 equipas e a expansão do Mundial de Clubes para um formato bienal - recebem das confederações de África (CAF), da América do Norte, Central e Caraíbas (Concacaf) e da Ásia (AFC).

As nomeações para as próximas eleições presidenciais da FIFA podem ser apresentadas até 18 de novembro, com o ato eleitoral a decorrer na mesma data em Rabat, Marrocos.

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