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Mundial 2026: perfis dos jogadores da Suíça
1. GREGOR KOBEL
Clube: Borussia Dortmund
Data de nascimento: 06 de dezembro de 1997
Posição: Guarda-redes
Número 1
Após uma longa espera, Kobel tornou-se finalmente a primeira escolha da Suíça para a baliza, na sequência da retirada de Yann Sommer no outono de 2024. Pela seleção nacional, ainda não conseguiu replicar totalmente a sua forma excecional no Borussia Dortmund e foi apenas à 13.ª internacionalização que o guardião nascido em Zurique conseguiu manter a baliza invicta pela primeira vez. Kobel poderá ser o jogador mais valioso do plantel suíço — de acordo com o Transfermarkt — e é um líder importante no grupo, mas não gosta dos holofotes e raramente se vê envolvido em manchetes. Na adolescência, Kobel era tão polivalente que aspirava a uma carreira no ténis, snowboard ou hóquei no gelo, além do futebol.
12. YVON MVOGO
Clube: Lorient
Data de nascimento: 06 de junho de 1994
Posição: Guarda-redes
O guarda-redes nascido nos Camarões é o número 2 perfeito. Integra-se bem na equipa, aceita o seu papel e está lá quando é necessário. «Esteve sempre de bom humor, com um sorriso no rosto — um verdadeiro favorito dos adeptos», disse uma vez o seu treinador no Young Boys, Uli Forte. Impressionou em praticamente todas as suas 12 internacionalizações, mantendo a baliza a zeros em seis ocasiões. A sua carreira a nível de clubes, no entanto, nem sempre seguiu um caminho suave. Em 2017, quando era considerado um dos guarda-redes mais talentosos do continente, deixou o Young Boys mas não se conseguiu afirmar no RB Leipzig. Via Eindhoven, acabou no Lorient, onde recusou ofertas do Parma e do Celtic antes de ser despromovido no verão passado. Parecia que ia deixar o clube francês, mas acabou por renovar. Em criança, o serviço religioso era obrigatório para ele aos domingos. «Não me apetecia nada, pois era sempre o meu único dia de folga», diz com um sorriso. «Mas a minha mãe dizia-me que é importante agradecer a Deus.»
21. MARVIN KELLER
Clube: Young Boys
Data de nascimento: 03 de julho de 2002
Posição: Guarda-redes
Keller é «um tipo porreiro», segundo um dos seus antigos colegas do Young Boys, Fabian Rieder, «tanto como pessoa como guarda-redes». É conhecido por ser calmo e controlado, embora possa ser barulhento em campo. «Talvez seja por ser de Zurique», sugere um colega atual, Sandro Lauper. Nascido em Londres quando o seu pai trabalhava lá, Keller cresceu e passou pelas camadas jovens do Grasshopper, na Suíça. É considerado um dos talentos mais promissores do país na baliza e, nos últimos dois anos, lutou para subir da segunda divisão e substituir David von Ballmoos no campeão crónico Young Boys. Poderá estar de saída no verão e já afirmou: «Quero jogar numa das cinco principais ligas». Jogou o Europeu de Sub-21, mas ainda não se estreou pela seleção principal à data em que este texto foi escrito.
5. MANUEL AKANJI
Clube: Inter
Data de nascimento: 19 de julho de 1995
Posição: Defesa
Talento matemático
Tornou-se um defesa de classe mundial no Manchester City e no Inter e, juntamente com Granit Xhaka, é um líder indiscutível da seleção nacional. O seu pai é da Nigéria e o seu nome do meio, «Obafemi», significa «amado pelo rei», razão pela qual tem uma coroa tatuada no antebraço esquerdo. Outra tatuagem — «Prove them wrong» (prove que estão errados) — foi feita após dúvidas de que conseguiria chegar ao topo enquanto estava nos jovens do FC Winterthur. Superou até uma rotura de ligamentos cruzados no Basileia para continuar a sua ascensão. No início de 2018, com apenas 22 anos, mudou-se para o Borussia Dortmund por 23,5 milhões de libras e, quatro anos depois, para o Manchester City, onde conquistou o "treble" em 2023. Akanji também é bom com números; uma vez maravilhou toda a Suíça com as suas competências de cálculo mental num programa de televisão. O vídeo tornou-se viral.
24. AURÈLE AMENDA
Clube: Eintracht Frankfurt
Data de nascimento: 31 de julho de 2003
Posição: Defesa
No início desta temporada, a carreira de Amenda parecia não sair do lugar. Era maioritariamente suplente sob as ordens de Dino Toppmöller no Eintracht Frankfurt e falava-se numa transferência de inverno, mas a mudança de treinador, para Albert Riera, teve um efeito transformador para o jogador natural de Biel. Tornou-se titular habitual na Bundesliga e o selecionador nacional, Murat Yakin, já era fã do possante defesa. Na verdade, vê-lo como o futuro sucessor de Manuel Akanji. «A mudança não correu como eu tinha idealizado», disse Amenda ao Frankfurter Rundschau em março. «Mas mantive-me positivo e mentalmente forte, isso ajudou-me muito». O jogador de ascendência camaronesa passou pela formação do Young Boys, vencendo dois títulos de campeão e uma Taça antes de dar o salto para a Bundesliga aos 21 anos.
18. ERAY CÖMERT
Clube: Valência
Data de nascimento: 04 de fevereiro de 1998
Posição: Defesa
Cativou os adeptos do Valência em fevereiro com celebrações animadas após a vitória no dérbi contra o Levante. Após o apito final, Cömert colocou a sua camisola na bandeirola de canto e celebrou exuberantemente perante os seus adeptos. Imagens que se tornaram virais. Os adeptos do Levante ficaram menos impressionados e arremessaram-lhe objetos enquanto este se dirigia para o túnel, com uma garrafa de plástico meio cheia a atingir Cömert na cabeça. No entanto, ele não se mostrou arrependido. «Não tenho qualquer problema com isso», disse. «As emoções fazem parte do futebol, ainda mais num dérbi». Juntou-se ao Valência em 2022, mas só esta temporada conseguiu afirmar-se como titular após dois empréstimos (Nantes e Real Valladolid). Até 2018, jogava como Eray Cümart devido a um erro de funcionários dos passaportes — que afetou toda a família —, mas conseguiu tardiamente alterar para a grafia correta.
4. NICO ELVEDI
Clube: Borussia Mönchengladbach
Data de nascimento: 30 de setembro de 1996
Posição: Defesa
Guarda-rios
O jogador nascido em Zurique, com raízes em Graubünden, mudou-se de Zurique para Mönchengladbach ainda adolescente, em 2015 — e ainda lá está. Houve conversas sobre uma transferência, mas nunca se concretizou e ele é agora, de facto, o jogador com mais jogos de sempre do clube na Bundesliga. Apelidado de «Eisvogel» (Guarda-rios) na Alemanha após uma estreia calma e composta logo contra o Bayern Munique. O irmão gémeo de Nico, Jan, também é futebolista profissional e esteve recentemente emprestado pelo Kaiserslautern ao Greuther Fürth. Jan é só elogios para o irmão, embora ache que ele possa ser «demasiado simpático» em campo. «O Nico é um polivalente e não tem praticamente pontos fracos», diz Jan. «Mas talvez pudesse ser um pouco mais agressivo e usar um pouco mais os cotovelos». O maior desejo dos irmãos: jogarem um contra o outro um dia. Elvedi protagonizou um forte regresso à seleção após um ano difícil em que perdeu o lugar de titular no Euro 2024. Esteve entre os melhores jogadores da Suíça na qualificação para o Mundial.
25. LUCA JAQUEZ
Clube: Estugarda
Data de nascimento: 02 de junho de 2003
Posição: Defesa
«Ao início não gostei nada», disse Jaquez ao blue.ch em 2024, quando questionado sobre a altura em que a lenda do Lucerna e treinador de sub-18, Michel Renggli, o mudou de uma posição ofensiva para o centro da defesa. «Sempre sonhei com uma carreira como avançado. Demorei algumas semanas até perceber que podia ter um futuro lá atrás». Atribui à mãe e à irmã o facto de se ter tornado profissional: «A minha mãe é tudo para mim. Desde jovem que esteve sempre ao meu lado e me apoiou em todos os torneios, em todos os jogos. Não sei como poderia ter sido futebolista sem ela». E a irmã, que teve de deixar a ginástica porque o futebol de Jaquez passou a ser prioridade e a mãe não podia conduzi-los aos dois? «Na altura estava tão focado no futebol que não sei se notei. Mas, olhando para trás, talvez não tenha sido muito justo». Estava previsto estrear-se pela seleção principal em novembro de 2024, mas Murat Yakin acabou por não o poder selecionar por ter sido expulso pelos sub-21 semanas antes. Titular no Estugarda apesar da forte concorrência devido à sua excelente construção de jogo, é o defesa suíço mais talentoso a surgir.
2. MIRO MUHEIM
Clube: Hamburgo
Data de nascimento: 24 de março de 1998
Posição: Defesa
Mudou-se de Zurique para o Chelsea aos 16 anos e, embora não tenha chegado à equipa principal, guarda memórias fantásticas do seu tempo em Londres. «Tornamo-nos mais maduros ao irmos para o estrangeiro sozinhos e as condições eram fantásticas. Lembro-me de o Eden Hazard aparecer de repente no balneário, pois ia jogar pelos sub-23 enquanto recuperava a forma. Ele era tão simpático e descontraído. E que jogador! Mostrou logo o que se pode fazer com uma bola: simplesmente sensacional». Regressou à Suíça e ao St. Gallen em 2018 e conseguiu a afirmação apesar de ter sofrido uma rotura de ligamentos cruzados logo no início. Juntou-se ao Hamburgo três anos depois e conquistou a sua primeira internacionalização pela Suíça como jogador da 2. Bundesliga, antes de ser promovido ao escalão principal. Faz agora parte do grupo de líderes do HSV.
13. RICARDO RODRIGUEZ
Clube: Betis
Data de nascimento: 25 de agosto de 1992
Posição: Defesa
Sobrevivente
A par do capitão Granit Xhaka, Rodriguez é o jogador com mais internacionalizações na história do futebol suíço. Xhaka é também o seu melhor amigo na seleção e os dois costumavam partilhar o quarto. Juntos venceram o Mundial de Sub-17 na Nigéria em 2009. O sucesso histórico lançou a carreira de Rodriguez, levando-o ao Wolfsburgo, Milan, PSV Eindhoven, Torino e, agora, ao Betis. Filho de pai espanhol e mãe chilena, cresceu no bairro operário de Schwamendingen, em Zurique, mas teve dificuldades na escola, razão pela qual a sua mãe Marcela ficava muito preocupada. Marcela, infelizmente, faleceu de cancro em 2016. Os seus irmãos Roberto e Francisco também se tornaram futebolistas profissionais, mas Ricardo é o mais bem-sucedido dos três. Rodriguez teve um início de vida difícil: devido a uma hérnia diafragmática à nascença, os médicos deram-lhe apenas 50% de probabilidades de sobrevivência.
3. SILVAN WIDMER
Clube: Mainz
Data de nascimento: 05 de março de 1993
Posição: Defesa
Novamente em forma após um período difícil na seleção e no clube, o lateral ofensivo recuperou a titularidade em ambos durante a época 2025-26. «Claro que a época passada foi dececionante para mim», afirmou. «Mas não sou o tipo de pessoa que guarda frustrações. Nunca tive de me forçar para arrancar; sempre gostei de fazer parte da equipa e, como resultado, fui também um modelo para outros que passavam por momentos difíceis». É um jogador muito fiável, mas adversários de calibre superior podem causar-lhe problemas, como foi o caso na derrota por 4-3 contra a Alemanha em março. Capitão no Mainz, não tem medo de discutir temas sensíveis e disse que, se tivesse de assumir a braçadeira durante o Mundial no Qatar, usaria definitivamente a braçadeira arco-íris; disse também que nunca jogaria na Arábia Saudita. Enquanto esteve lesionado no Mainz em 2023, referiu: «Consigo passar mais tempo em casa e lá faço o que for preciso, seja levar encomendas aos correios ou ajudar a minha mulher Céline com a sua própria empresa.»
20. MICHEL AEBISCHER
Clube: Pisa
Data de nascimento: 06 de janeiro de 1997
Posição: Médio
Especialista em línguas
Um homem para os grandes momentos. Depois de ser maioritariamente suplente na Suíça, agarrou a oportunidade no Euro 2024 e assinou a sua melhor exibição pelo país no jogo de abertura contra a Hungria, marcando um golo e fazendo uma assistência. O que não se sabia na altura era que estava a jogar com dores devido a uma lesão na virilha. Acabou por ter de ser operado e perdeu o lugar no Bolonha e na seleção nacional. No verão de 2025 juntou-se ao Pisa. «Já não tinha o papel que queria», disse. «Porque sou alguém que gosta de ter muito tempo de jogo e que também desempenha um papel importante na equipa. Por isso, dei deliberadamente um passo atrás». Fluente nas três línguas oficiais da Suíça — italiano, alemão e francês —, respondeu diplomaticamente quando questionado se preferia comida italiana ou suíça: «Não vai ser difícil encontrar comida boa em Itália, de certeza», antes de acrescentar que tinha saudades de um bom fondue.
8. REMO FREULER
Clube: Bolonha
Data de nascimento: 15 de abril de 1992
Posição: Médio
Máquina
Percorreu um longo caminho desde os dias negros em que não conseguiu afirmar-se no Grashoppers, apesar de marcar um golo no dérbi contra o FC Zurique, aos 18 anos. Primeiro foi emprestado ao Winterthur, na Challenge League, antes de dar nas vistas no Lucerna. Em janeiro de 2016 juntou-se à Atalanta, onde, apesar de muitos lhe dizerem que a ida para o estrangeiro era precoce, tornou-se um sucesso imediato. Passou cinco anos em Bérgamo, sendo peça fundamental no período de sucesso de Gian Piero Gasperini no clube, ganhando experiência na Liga dos Campeões pelo caminho. Após um ano no Nottingham Forest, regressou ao Bolonha, onde fez parte da equipa que pôs fim a um jejum de troféus de 50 anos ao vencer a Taça de Itália. Freuler está esta época a perseguir Stephan Lichtsteiner como o jogador suíço com mais jogos na Serie A e é um líder na seleção. «Quando não gosto de algo, não fico calado, digo alguma coisa», disse ao watson.ch. «Se não o fizeres, és um ratinho cinzento. Isso é algo que mudou nos últimos anos. Mas, no fim, o que fazes em campo é sempre o mais importante. As ações falam sempre mais alto que as palavras.»
14. ARDON JASHARI
Clube: Milan
Data de nascimento: 30 de julho de 2002
Posição: Médio
Um grande ponto de discussão na seleção nacional. Jashari é considerado o médio mais talentoso da Suíça e um possível sucessor de Granit Xhaka, mas o tempo de jogo tem sido limitado, com o jogador do Sunderland e Remo Freuler a serem frequentemente preferidos ao jovem de 24 anos. Melhorou imenso desde que se juntou ao Club Brugge em 2024 e está agora no Milan. Em 2025 disse à Sky sobre os seus primeiros anos na Suíça: «Cresci em Neuheim ao lado de famílias suíças que tinham um padrão social mais elevado, bem como famílias albanesas, que viviam mais modestamente. O sentimento desta diferença era doloroso, por vezes, pois tinha a sensação de que tinha de olhar para cima para as pessoas mais ricas, como se eu valesse menos. Mas os meus pais fizeram tudo para minimizar esta diferença e para garantir que eu não era afetado por esta desigualdade social. Trabalharam arduamente para garantir que tivéssemos as mesmas oportunidades que os outros.»
9. JOHAN MANZAMBI
Clube: Friburgo
Data de nascimento: 14 de outubro de 2005
Posição: Médio
Em ascensão
A grande descoberta dos últimos 12 meses. Tendo surgido em cena vindo do nada, no Friburgo, Murat Yakin convocou-o para os particulares de verão em 2025, e Manzambi respondeu com um golo e uma assistência na sua primeira titularidade, uma vitória por 4-0 contra os EUA. Tecnicamente dotado, pode jogar em qualquer posição e no Friburgo é frequentemente utilizado como médio defensivo ou ofensivo, enquanto na seleção tem aparecido muitas vezes na ala. Amadureceu desde que se mudou da parte francófona da Suíça para a Alemanha, aos 17 anos, mas ainda pode perder a calma em campo, tendo sido expulso em dois jogos consecutivos da Bundesliga na época 2025-26. Após o Friburgo ter batido o Basileia por 2-1 na Liga Europa na época passada, Xherdan Shaqiri "invadiu" uma entrevista com Manzambi e disse: «Foi bom vê-lo jogar, ele tem um grande futuro pela frente.»
22. FABIAN RIEDER
Clube: Augsburgo
Data de nascimento: 16 de fevereiro de 2002
Posição: Médio
Incansável
«Tens de assumir mais responsabilidade», disse Rieder em 2023, numa entrevista à televisão suíça, quando questionado sobre a morte do pai, quando ele tinha apenas 11 anos. «És confrontado com coisas que não esperavas. Mas também tenho de deixar claro que tive uma boa infância. No entanto, significou que eu era provavelmente um pouco mais maduro que os outros, a nível de personalidade». O selecionador nacional, Murat Yakin, é um grande fã deste trabalhador incansável que muitas vezes lidera a pressão da equipa suíça. Em 2023, deixou o campeão Young Boys rumo a França e ao Rennes, num negócio de 14,2 milhões de libras. As coisas não correram bem lá e, após um período de altos e baixos por empréstimo no Estugarda, juntou-se ao Augsburgo no verão de 2025.
15. DJIBRIL SOW
Clube: Sevilha
Data de nascimento: 06 de fevereiro de 1997
Posição: Médio
O médio chega ao Mundial com confiança, após uma das melhores épocas da sua carreira. Especialmente em frente à baliza, demonstrou um novo e melhorado nível de maturidade. Na seleção nacional, porém, a história é diferente, já que, apesar de somar mais de 50 internacionalizações, não tem um papel claro sob o comando de Murat Yakin. Foi titular no último Mundial, mas não foi chamado nos últimos 12 meses, em parte devido a uma lesão num dedo do pé. «Djibbi» pode jogar como número 6 ou número 8 — e sabe como ganhar títulos. Em 2018, fez parte da equipa do Young Boys que venceu a liga pela primeira vez em 32 anos. E em 2022, conquistou a Liga Europa com o Eintracht Frankfurt.
10. GRANIT XHAKA
Clube: Sunderland
Data de nascimento: 27 de setembro de 1992
Posição: Médio
Capitão
Capitão, recordista e braço direito do selecionador: Granit Xhaka é o líder indiscutível da seleção nacional - dentro e fora de campo - no seu sétimo grande torneio. Nos particulares de março contra a Alemanha e a Noruega, o capitão descansou durante três quartos dos dois jogos. «Temos de estar preparados para jogar sem ele por vezes, ou quando ele é marcado individualmente, como aconteceu contra a Alemanha», afirmou Murat Yakin. Após um início difícil na relação, os dois são agora muito próximos. O médio já anda nisto há algum tempo. Em 2011, Ottmar Hitzfeld lançou o então jovem de 18 anos, em Wembley, num jogo de qualificação para o Euro contra a Inglaterra e o vencedor do Mundial de Sub-17 é agora o recordista de internacionalizações do país com mais de 140 jogos. Muitos sentiram que a sua carreira estava a descer quando se juntou ao Bayer Leverkusen em 2023 após sete anos no Arsenal, mas foi o oposto — e como líder de Xabi Alonso em campo levou o clube a um inédito título da Bundesliga, venceu a Taça e chegou à final da Liga Europa. Agora de volta a Inglaterra, diz: «É importante para mim viver momentos de sofrimento e solidariedade também». Os seus pais são do Kosovo; o seu pai, Ragip, foi preso em 1986, aos 22 anos, durante uma manifestação contra o governo comunista central.
6. DENIS ZAKARIA
Clube: Mónaco
Data de nascimento: 20 de novembro de 1996
Posição: Médio
Borussia Mönchengladbach, Juventus, Chelsea e, agora, Mónaco. Como acompanhar Denis Zakaria? Dificilmente algum jogador suíço representou tantos clubes prestigiados como ele, mas na seleção tem sido complicado por vezes. O capitão do Mónaco tem tido dificuldade em encontrar o seu lugar com Murat Yakin, principalmente porque não é fácil ser escolhido quando se tem Granit Xhaka e Remo Freuler no meio-campo central. E quando Zakaria foi chamado por ausência de Xhaka — como nos quartos de final do Euro 2020 contra Espanha ou em setembro de 2024 contra o mesmo adversário na Liga das Nações — pareceu muitas vezes deslocado no jogo. Agora, contudo, Yakin pode ter encontrado o papel certo para Zakaria: como jogador do lado direito numa defesa de três, que desempenhou pela primeira vez no particular contra a Noruega em março. «Foi uma exibição de sucesso do Denis», disse Yakin. É um dos líderes no balneário e o «irmão mais velho» do grande contingente de Genebra no plantel. Em 2019, numa entrevista ao Blick, admitiu ter cometido alguns erros quando era mais novo. «Comprei um carro muito caro uma vez, mas depois percebi que era um erro. Não traz nada. Por isso vendi-o.»
23. ZEKI AMDOUNI
Clube: Burnley
Data de nascimento: 04 de dezembro de 2000
Posição: Avançado
Admirador de Messi
O filho de um proprietário turco de um quiosque e de uma mãe tunisina continua a ser visto como um dos maiores talentos do país, mas enfrentou uma corrida contra o tempo para recuperar de uma rotura de ligamentos sofrida na pré-época com o Burnley, clube ao qual regressou após empréstimo ao Benfica. Vincent Kompany, agora no Bayern Munique, é um admirador, e foi o belga que levou Amdouni para Inglaterra, em 2023. O selecionador suíço, Murat Yakin, também tem boa opinião de um jogador cujo estilo é o de um futebolista de rua de Genebra, não muito diferente do de Xherdan Shaqiri. Yakin convidou-o para integrar o plantel nos particulares de março, apesar de ainda não estar em plena forma. Numa entrevista ao Blick, explicou por que prefere agora Messi a Ronaldo. «Quando era jovem gostava de tudo no Ronaldo: o cabelo, as chuteiras, todo o seu estilo. Quando fiz 13 anos, porém, e comecei realmente a perceber de futebol, só havia um jogador para mim: Messi». Explicou também por que adotou a celebração do arco e flecha: «Foi algo entre mim e um amigo. Vem de um rapper francês chamado Jul, que canta sobre uma flecha numa música, então disse ao amigo que a partir daí ia fazer isso como celebração. Queria fazer algo que mais ninguém fizesse.»
7. BREEL EMBOLO
Clube: Rennes
Data de nascimento: 14 de fevereiro de 1997
Posição: Avançado
Breel Embolo passou por uma transformação impressionante nos últimos anos. O avançado, que sempre se destacou pela sua fisicalidade impressionante, adicionou agora mais golos ao seu repertório. À data da escrita deste texto, marcou oito vezes pela Suíça desde o início de 2025 — a mesma quantidade de golos que tinha nos seis anos anteriores pelo seu país. Mas não é apenas no campo que o avançado, nascido nos Camarões mas criado na Suíça, amadureceu. No passado, Embolo teve tendência para causar controvérsia. No início de 2021, participou numa festa ilegal apesar do confinamento devido à Covid e escondeu-se numa banheira quando a polícia chegou. Em 2023, foi condenado por fazer múltiplas ameaças. O seu regresso no Mónaco foi prejudicado por alegadamente ter obtido dois certificados de Covid falsos em 2021. Hoje, porém, o homem de Basileia é um líder fundamental na equipa, faz parte do grupo de capitães e, graças ao seu bilinguismo, é uma ligação importante entre os jogadores de língua alemã e francesa.
26. CEDRIC ITTEN
Clube: Fortuna Düsseldorf
Data de nascimento: 27 de dezembro de 1996
Posição: Avançado
«O mais importante é a paixão e a alegria de jogar futebol», disse Itten quando questionado sobre como se tornou profissional. «Claro que é preciso ter algum talento mas, acima de tudo, trabalho árduo. O objetivo tem de ser melhorar todos os dias, essa foi a chave do meu sucesso». Durante a época 2025-26 tem sido o avançado suíço mais prolífico no estrangeiro, embora o facto de jogar no segundo escalão alemão pelo Fortuna Düsseldorf conte contra ele. O antigo jogador do Rangers — onde venceu o título na Escócia — não fez parte do grupo nos particulares de março, mas trabalhou arduamente para ser incluído na comitiva para o Mundial. Marcou seis minutos após a sua estreia internacional e tem, à data deste texto, um bom registo de cinco golos em 13 jogos pela Suíça. Este será o seu primeiro grande torneio pelo país.
11. DAN NDOYE
Clube: Nottingham Forest
Data de nascimento: 25 de outubro de 2000
Posição: Avançado
Afirmou-se no Euro 2024 e, após a vitória por 3-1 contra a Hungria, ele e o pai, Saliou, fizeram uma videochamada para a avó de Dan, Bineta, que vive no Senegal e torce pelo neto a partir de lá. «Recebo constantemente fotos do Senegal. As pessoas lá acompanham regularmente os jogos da seleção suíça», diz Ndoye, que vai frequentemente de férias para a costa ocidental africana. A família desempenha um papel muito importante na vida do natural de Lausana, que tem um irmão e uma irmã mais novos. No verão passado tornou-se o segundo jogador suíço mais caro de sempre, atrás de Granit Xhaka, quando o Nottingham Forest pagou cerca de 35 milhões de libras para o contratar ao Bolonha. Tem sido uma primeira época de altos e baixos para o extremo em Inglaterra, mas é titular garantido na Suíça graças à sua velocidade e capacidade de drible. «Sou muito ambicioso e sei o que posso fazer», disse em outubro. «Sou alguém que trabalha arduamente e quer evoluir — é por isso que estou hoje na Premier League. Isso não significa que esteja satisfeito, no entanto, vou querer sempre subir mais alto.»
19. NOAH OKAFOR
Clube: Leeds
Data de nascimento: 24 de maio de 2000
Posição: Avançado
No início do ano parecia impensável que Okafor viajasse para o Mundial. As coisas corriam mal desde o Euro 2024, onde não jogou um único minuto, mas consta que demonstrou falta de espírito de equipa e esteve mal-humorado. Depois, reuniu-se com o diretor da seleção, Pierluigi Tami, sem informar o treinador, Murat Yakin. Finalmente, após ser deixado de fora da qualificação para o Mundial, criticou Yakin numa entrevista. Notavelmente, porém, uma visita de Yakin a Leeds parece ter resolvido a questão e Okafor foi incluído para os particulares de março. Lá, pediu desculpa à equipa, o que é uma boa notícia para a Suíça porque ele tem qualidades que nenhum outro avançado suíço possui de momento.
17. RUBEN VARGAS
Clube: Sevilha
Data de nascimento: 05 de agosto de 1998
Posição: Médio/Avançado
No início de 2025, após cinco anos e meio no Augsburgo, Vargas mudou-se para a La Liga e para o Sevilha. Lá, o natural de Lucerna tem sido titular habitual quando está apto, e o mesmo se aplica na Suíça. É conhecido como o jogador favorito não oficial do selecionador Murat Yakin. Foi um dos heróis da Suíça contra a Itália nos oitavos de final do Euro 2024, marcando o segundo golo de uma vitória por 2-0 com um remate fantástico de fora da área. Filho de pai dominicano e mãe suíça, completou um estágio de três anos como pintor durante o seu tempo no FC Lucerna. O seu pai é instrutor de golfe e Vargas pode ser visto frequentemente no campo também. Na seleção nacional, tem uma amizade particularmente próxima com Noah Okafor.
16. CHRISTIAN FASSNACHT
Data de nascimento: 11 de novembro de 1993
Clube: Young Boys
Posição: Avançado
A maior surpresa na convocatória de Murat Yakin. No outono passado, Fassnacht regressou aos trabalhos da seleção após uma ausência de dois anos e meio, mas voltou a ficar de fora da lista em março. Com 18 golos apontados, sagrou-se o melhor marcador da Super Liga suíça na temporada de 2025/26 e assume-se como um verdadeiro jogador de equipa. «As estatísticas não mentem; ele sabe onde fica a baliza», sublinhou Yakin. O momento de maior glória de Fassnacht aconteceu nos oitavos de final do Euro 2020, quando recuperou a posse de bola nos lances que originaram os dois golos tardios da Suíça no empate (3-3) frente à França, antes do triunfo no desempate por grandes penalidades. O avançado chegou a ser dispensado da formação do Zurique, o que o obrigou a passar vários anos no futebol amador antes de dar o salto para o escalão principal por intermédio do Winterthur, Thun e, posteriormente, do Young Boys. Em Berna, tornou-se desde então uma lenda. A sua experiência no estrangeiro, ao serviço do Norwich, não conheceu o sucesso desejado, precipitando o seu regresso em 2025, após um ano e meio em Inglaterra.
Textos de Christian Finkbeiner e Lucas Werder, do Blick. Estes textos foram escritos no âmbito da Guardian Experts' Network, a rede de troca de conteúdos para o Mundial 2026, liderada pelo jornal inglês The Guardian e que tem A BOLA como representante português, e foram traduzidos com recurso a Inteligência Artificial.