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Mundial 2026: deputados do Parlamento Europeu querem investigar Infantino
Dezenas de deputados do Parlamento Europeu estão a mobilizar-se para lançar uma investigação a Gianni Infantino devido ao envolvimento do presidente da FIFA na decisão que permitiu ao avançado norte-americano Folarin Balogun jogar frente à Bélgica, apesar de ter sido expulso na ronda anterior, contra a Bósnia.
Recorde-se que a sanção deveria impedir o atacante de alinhar no jogo com os belgas, mas a FIFA levantou a suspensão para a partida disputada na segunda-feira, após uma intervenção de Donald Trump, junto de Infantino, em nome do jogador de 25 anos.
Numa declaração conjunta, os eurodeputados Barry Andrews, Lara Wolters e Niels Fuglsang classificaram a decisão da FIFA de «alterar a regra das suspensões por cartão vermelho a meio do torneio» como «uma vergonha e uma perversão da justiça».
«Mais uma vez, vimos Infantino e a FIFA renderem-se às exigências da administração Trump», pode ler-se no comunicado.
Os parlamentares, que já reuniram 35 assinaturas para a sua carta, apelam às federações de futebol dos países da UE para que instem o Comité de Ética da FIFA a investigar Infantino. O objetivo é apurar se a pressão da administração Trump foi um fator decisivo no levantamento da suspensão, bem como «outras potenciais violações da neutralidade política», como a atribuição do Prémio da Paz da FIFA a Trump.
Refira-se que a FIFA defendeu que o levantamento da suspensão foi uma decisão de um comité disciplinar.
Os deputados sublinham a importância da imparcialidade no desporto: «A beleza do desporto reside no facto de se basear em regras imparciais e transparentes. Quando Infantino permite que a pressão política determine quem joga, este sentido de justiça desaparece».