Kurt Van Dyke tinha 66 anos - Foto: Kurt Van Dyke/Facebook
Kurt Van Dyke tinha 66 anos - Foto: Kurt Van Dyke/Facebook

Mulher de surfista assassinado acredita que marido foi vítima de «armadilha»

Esposa de Kurt Van Dyke, encontrado morto na Costa Rica, defende que o crime foi mais do que um simples assalto, revelando que a vítima tinha sido atraída ao local para uma suposta transação imobiliária

O caso do homicídio de Kurt Van Dyke, uma figura de referência no surf caribenho, adensa-se com novas dúvidas. Pamela Leiva, mulher do antigo surfista, contraria a versão inicial das autoridades e afirma que o crime «vai muito para além de um simples roubo». Em declarações à imprensa local, Leiva sugeriu que o ex-surfista foi vítima de uma armadilha relacionada com um negócio de compra de um terreno.

Recorde-se que Van Dyke, de 66 anos, foi encontrado sem vida no passado sábado, dia 14 de fevereiro numa residência em Hone Creek, na província de Limón, Costa Rica. De acordo com o Organismo de Investigação Judicial (OIJ), o corpo estava debaixo de uma cama, com a cabeça coberta, apresentando múltiplos ferimentos de arma branca e sinais de asfixia. No local encontrava-se também uma mulher de 31 anos, que fora amarrada pelos agressores.

A hipótese preliminar das autoridades aponta para um assalto levado a cabo por pelo menos dois homens armados, que terão imobilizado as vítimas e roubado vários objetos de valor antes de fugirem. No entanto, Pamela Leiva rejeita esta explicação. «Isso não foi um roubo; ele não tinha problemas com ninguém», garantiu, explicando que o seu marido se deslocou àquela morada para fechar um negócio que agora considera suspeito.

A esposa da vítima acrescentou ainda que Van Dyke já tinha sido alvo de tentativas de burla no passado, embora tenha preferido não adiantar mais pormenores devido à investigação em curso. «Quero que toda a gente perceba que isto foi premeditado», declarou.

Esta teoria é corroborada pelo irmão da vítima, Peter Van Dyke, que, em entrevista ao New York Post a partir dos Estados Unidos, descreveu o crime como algo «mais nefasto» do que um assalto comum, criticando a falta de informação oficial por parte das autoridades.

Kurt Van Dyke, sobrinho de Fred Van Dyke e pioneiro na famosa onda de Salsa Brava, vivia há cerca de 40 anos na Costa Rica, onde era proprietário de um hotel e uma figura respeitada na comunidade do surf. A investigação continua em aberto, com a família a insistir que a verdadeira motivação para o crime ainda não foi revelada.