Real Madrid venceu Barcelona por 2-1, com bis de Mbappé, e fica a três pontos da liderança

Mourinho reclama expulsão de Cancelo: «VAR estava a dormir...»

Real Madrid venceu o Barcelona em Camp Nou, ficando a três pontos da liderança

Após a vitória contra o Barcelona, por 2-1, no seu regresso aos clássicos, José Mourinho, treinador do Real Madrid, compareceu em conferência de imprensa para analisar o desempenho da equipa, tecendo rasgados elogios à postura dos seus jogadores e comentando decisões táticas e de arbitragem.

«Primeiro que tudo, foi um grande jogo, de alto nível, um jogo que seguramente toda a gente que ama o futebol parou para ver, com duas equipas que jogaram para ganhar. No nosso caso, e cabe-me mais falar dos meus, os rapazes fizeram um jogo extraordinário, muito organizados, concentrados, com coragem para sair a jogar desde trás perante um adversário que pressiona muito. Tivemos oportunidades para fazer o 2-0, tivemos uma situação do Bellingham e Mbappé de dois contra um...», disse, antes de reclamar um cartão vermelho para João Cancelo: «Obviamente que o Barcelona teve uma reação forte na segunda parte, mas nós, com muita tranquilidade e organização, com o 1-1 nunca perdemos a calma. Repito, contra um grande adversário e com um árbitro que creio que fez um grande jogo e um VAR que acho que estava a dormir ao minuto 60, é um cartão vermelho claro a João Cancelo num lance com Diomande, mas grande jogo, grande vitória.»

Ao abordar a gestão anímica e a situação pontual, o treinador vincou a solidez do grupo: «Se sais a nove, do ponto de vista psicológico é pesado. Se sais a seis é equilibrado... e sair a três é diferente. É também importante, porque ganhamos com tranquilidade e com todo o mérito. O Bernardo Silva... eu disse que estou cá apenas há três meses e pouco. Obviamente conheço-o, mas uma coisa é conhecê-lo e outra é ver como se pode integrar num grupo. Nunca direi que esta é a minha equipa-base, que este é o meu onze. O plantel é muito bom, muito completo, as pessoas trabalham muito, estão preparadas para jogar e a vida é assim.»

Mourinho fez ainda questão de enaltecer as exibições individuais de Lunin e de Valverde, que superou limitações físicas: «Já me fizeram duas perguntas e nenhuma sobre Lunin, mas se perdemos aqui com erros de Lunin a primeira pergunta seria sobre ele. A única coisa que lhe disse é que não treina para estar no banco; fez um jogo com grande equilíbrio e tranquilidade. Temos o melhor guarda-redes do mundo, mas hoje nenhum de nós chorou por não jogar o Courtois. O grupo está muito unido, também nos momentos difíceis. Agora são cinco vitórias seguidas e já está, outro jogo bonito. Jogamos domingo fora de casa, quarta-feira fora de casa, depois temos o outro presente fora de casa novamente, no sábado... mas vamos em frente. Há outro nome que não quero deixar de referir: Valverde jogou lesionado mais de 40 minutos. Lesionou-se, quis continuar, ir até ao seu limite e deu tudo enquanto esteve em campo.»

Por fim, o timoneiro justificou as opções táticas no meio-campo e a profundidade de opções no plantel: «Camavinga é titular, todos eles treinam para jogar, depois o treinador tem de decidir. Há treinadores que querem fazer substituições, olham para o banco e não têm soluções. Muitos sofrem porque não conseguem colocar as suas ideias em campo. E eu tenho um banco rico, com jogadores que podem ser titulares. Camavinga jogou bem contra o Leipzig, Flick coloca De Jong, que tem um motor fortíssimo nas pernas, e Bernardo já levava muitos minutos a trabalhar a posição de Pedri. Eu precisava de gente com pernas para acompanhar a marcação e sair em contra-ataque. Tchouaméni era mais para ficar na posição e Camavinga para atacar o espaço. Contra o Barça é difícil sair para o espaço, porque muitas vezes estás em fora de jogo.»

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