Bruno Pinheiro não embandeira em arco com o atual momento dos viseenses (Foto Miguel Nunes)
Bruno Pinheiro não embandeira em arco com o atual momento dos viseenses (Foto Miguel Nunes)

«Merecemos a vitória», garante Bruno Pinheiro

Treinador do Académico diz que foi fantástico ouvir o nome do clube a ecoar em Alvalade

— Como é que conseguiu este resultado aqui em Alvalade?

— Com alguma estratégia, com muita capacidade de trabalho e alguma felicidade à mistura. Foi um misto de coisas.

— Onde é que pensa que o Académico conseguiu criar problemas ao Sporting? Na segunda parte a equipa sofreu um bocadinho, mas depois surge o segundo golo…

— Sim, nós sabíamos que teríamos de sofrer para levar pontos daqui de Alvalade. No início do jogo tivemos alguma dificuldade na nossa estratégia. Assumimos uma estrutura que permitia ao Doumbia e ao Altimira ficarem mais subidos no campo, quando a nossa intenção era que fosse o Gonçalo Inácio a subir para, a partir daí, nessas bolas longas, ganharmos as segundas bolas e causarmos estragos. Tivemos sucesso a partir de determinado momento na primeira parte, mas não gostei da fase final antes do intervalo. Os jogadores começaram a sentir-se demasiado confortáveis com o passe para trás — o que não é, de todo, a nossa estratégia —, começaram a recuar excessivamente e tivemos de corrigir isso.
Na segunda parte, já sabíamos que o Sporting ia carregar. Tivemos muita dificuldade em travar a qualidade individual dos extremos deles. Foi preciso insistir muito com o Robinho e com o Miguel Brau para que estivessem mais próximos, porque sempre que deixavam os extremos do Sporting embalar, a vantagem era toda deles. A partir do momento em que conseguimos encurtar essa distância, os duelos individuais tornaram-se mais acessíveis para os nossos laterais e conseguimos conter melhor os ataques adversários.

— Era imperativo, na sua estratégia, estancar precisamente esses duelos de um para um nas alas?

— Era, era. Sabíamos que os extremos do Sporting são fortíssimos. Eles metem muita gente por dentro, mas os extremos ficam sempre bem abertos para explorar o um para um, por isso era fundamental travá-los. Acho que a maioria dos lances de perigo surgiu exatamente por essas situações nos corredores laterais, até porque os nossos laterais estavam receosos quando deviam estar mais colados e agressivos, evitando que os alas deles ganhassem balanço. No final, com uma pontinha de sorte, mas também criando perigo e remates que poderiam ter dado outro desfecho, garantimos o resultado. Obviamente, nunca poderíamos vir aqui dominar o jogo por completo, mas, dentro do expectável, considero que merecemos a vitória pelo que fizemos.

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— São cinco vitórias seguidas para um recém-promovido à Liga. Como espera ser recebido em Viseu?

— Com normalidade. O futebol é isto: hoje estamos lá em cima, amanhã podemos acordar lá em baixo. Não há euforias; há muita humildade e muita ambição neste grupo, e é essa a postura que queremos manter. Aproveito também para destacar, mais uma vez, o apoio dos nossos adeptos nas bancadas. Foi fantástico ouvir cantar ‘Académico’ em pleno Alvalade. A todos eles, o nosso muito obrigado pelo apoio incansável.

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