O 'paddock' pode, finalmente, começar a negociar para a próxima época. IMAGO
O 'paddock' pode, finalmente, começar a negociar para a próxima época. IMAGO

MotoGP e equipas chegam, finalmente, a acordo!

Após mais de um ano de negociações, o promotor do Mundial e as cinco marcas anunciaram pacto que os vinculará pelos próximos cinco anos

As equipas de MotoGP e os proprietários do campeonato assinaram finalmente o seu novo acordo comercial, uma versão do Pacto da Concórdia da Fórmula 1, após meses de negociações intensas. Pela primeira vez na história da modalidade, as equipas negociaram como uma frente unida, segundo o site The Race.

O acordo, que já tinha sido alcançado em princípio há duas semanas, durante o Grande Prémio da Hungria, foi agora formalmente assinado. O anúncio oficial será feito esta sexta-feira numa conferência de imprensa em Brno, por ocasião da corrida na Chéquia.

Este desfecho põe fim a um longo período de discussões acaloradas entre as equipas e os responsáveis do campeonato, agora gerido pela Liberty. A organização pedia um maior compromisso das equipas e dos pilotos em áreas como o marketing, enquanto as equipas exigiam uma fatia maior dos lucros da competição.

Durante o processo negocial, ambas as partes fizeram chegar à imprensa várias das suas exigências. O campeonato propôs a existência de pilotos de reserva permanentes e um formato de uma mota por piloto, sem motas suplentes. Por sua vez, as equipas pretendiam ter mais influência na definição do calendário.

As conversações tornaram-se particularmente tensas com o arranque da temporada de 2026, atingindo um ponto crítico no Grande Prémio de Espanha, em abril, quando várias equipas faltaram a um evento de MotoGP destinado a atrair patrocinadores e parceiros de comunicação.

A decisão de negociar em bloco, algo que os cinco construtores da modalidade nunca tinham tentado, terá sido liderada por Massimo Rivola, diretor da Aprilia. A sua experiência anterior como diretor desportivo da Ferrari na F1, onde negociações semelhantes são comuns, foi fundamental para esta estratégia.

As fabricantes queriam receber uma porcentagem da receita gerada pelo campeonato, assim como as equipas fazem na Fórmula 1, que também é propriedade da Liberty Media. Mas a MotoGP SEG se recusou a ceder, empenhada em estabelecer um valor fixo. O Motorsport.com apurou que cada equipa da MotoGP receberá menos de 8 milhões de euros anualmente.

Com o acordo agora selado, espera-se uma vaga de anúncios no mercado de pilotos. Contratos assinados há vários meses, como a renovação de Marc Márquez com a Ducati e a mudança de Pecco Bagnaia para a Aprilia, deverão ser oficializados nos próximos dias.

A iniciar sessão com Google...