Adrián Fernández, 22 anos, viu a sua temporada hipotecada. IMAGO
Adrián Fernández, 22 anos, viu a sua temporada hipotecada. IMAGO

Escândalo no MotoGP: Adrián Fernández desclassificado de seis GP

O piloto espanhol, irmão de irmão de Raúl Fernández (Trackhouse), era um dos principais candidatos ao título e ocupava o terceiro lugar no campeonato do Mundo de Moto3. Agora, perdeu 77 dos 90 pontos que tinha

O Mundial de Moto3 foi abalado por um escândalo de enormes proporções, com o piloto Adrián Fernández, da Leopard Racing, a ser desclassificado de seis Grandes Prémios desta temporada. A sanção, uma das mais severas dos últimos anos, surge após a descoberta de graves irregularidades técnicas em dois dos seus motores Honda, destruindo as aspirações do piloto ao título.

Fernández, que era um dos principais candidatos ao título e ocupava o terceiro lugar no campeonato, viu a sua pontuação drasticamente reduzida de 90 para apenas 13 pontos. Como resultado, os pódios que conquistou nos Grandes Prémios de França e da Catalunha foram anulados, deixando o paddock em estado de choque.

A investigação teve início após o Grande Prémio de França, durante uma inspeção de rotina da Honda a motores em final de ciclo. O motor número 810, utilizado por Fernández nas primeiras corridas, levantou suspeitas imediatas. Os técnicos descobriram que os selos de segurança não cumpriam os protocolos oficiais e uma análise mais detalhada revelou sinais claros de manipulação, indicando que o motor fora desmontado sem autorização.

Esta violação dos regulamentos técnicos levou à anulação imediata de todos os resultados obtidos com essa unidade, afetando as provas da Tailândia, Brasil, Estados Unidos e Espanha.

No entanto, o caso agravou-se durante o Grande Prémio de Itália. Uma nova inspeção, desta vez ao motor número 811 e em colaboração com o departamento técnico da Honda, revelou mais irregularidades. Novamente, os selos e cabos de segurança mostravam sinais de manipulação. Ao abrir o motor, os engenheiros encontraram provas inequívocas de alterações internas realizadas pela equipa, confirmando o acesso não autorizado e modificações ilegais.

A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) considerou estas ações uma violação grave da integridade desportiva. Para os comissários, a manipulação de motores selados representa um ataque direto aos princípios de justiça competitiva que regem o campeonato. Consequentemente, a desclassificação foi alargada às corridas de França e da Catalunha.

As repercussões para a Leopard Racing e para Adrián Fernández, irmão do piloto de MotoGP Raúl Fernández, são devastadoras. Uma temporada que se antevia promissora foi praticamente arruinada, restando o quarto lugar em Mugello como um dos poucos resultados válidos. O escândalo promete gerar um intenso debate sobre os processos de fiscalização técnica e a responsabilidade das equipas no cumprimento das regras.

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