Escândalo no MotoGP: Adrián Fernández desclassificado de seis GP
O Mundial de Moto3 foi abalado por um escândalo de enormes proporções, com o piloto Adrián Fernández, da Leopard Racing, a ser desclassificado de seis Grandes Prémios desta temporada. A sanção, uma das mais severas dos últimos anos, surge após a descoberta de graves irregularidades técnicas em dois dos seus motores Honda, destruindo as aspirações do piloto ao título.
⚠️ @31AdriFernandez has been disqualified from 6 Grand Prix 👀 Here are all the details#HungarianGP 🇭🇺https://t.co/dLiJf4YjNq
— MotoGP™🏁 (@MotoGP) June 5, 2026
Fernández, que era um dos principais candidatos ao título e ocupava o terceiro lugar no campeonato, viu a sua pontuação drasticamente reduzida de 90 para apenas 13 pontos. Como resultado, os pódios que conquistou nos Grandes Prémios de França e da Catalunha foram anulados, deixando o paddock em estado de choque.
A investigação teve início após o Grande Prémio de França, durante uma inspeção de rotina da Honda a motores em final de ciclo. O motor número 810, utilizado por Fernández nas primeiras corridas, levantou suspeitas imediatas. Os técnicos descobriram que os selos de segurança não cumpriam os protocolos oficiais e uma análise mais detalhada revelou sinais claros de manipulação, indicando que o motor fora desmontado sem autorização.
Adrian Fernandez has been disqualified from the first six rounds of Moto3 after two engines used by Leopard Racing were found to have been unsealed and opened without authorisation ⚠
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The Spaniard loses 76 points and two podium finishes at Jerez and Le Mans.#MotoGP pic.twitter.com/6zTcFdKnUJ
Esta violação dos regulamentos técnicos levou à anulação imediata de todos os resultados obtidos com essa unidade, afetando as provas da Tailândia, Brasil, Estados Unidos e Espanha.
No entanto, o caso agravou-se durante o Grande Prémio de Itália. Uma nova inspeção, desta vez ao motor número 811 e em colaboração com o departamento técnico da Honda, revelou mais irregularidades. Novamente, os selos e cabos de segurança mostravam sinais de manipulação. Ao abrir o motor, os engenheiros encontraram provas inequívocas de alterações internas realizadas pela equipa, confirmando o acesso não autorizado e modificações ilegais.
A Federação Internacional de Motociclismo (FIM) considerou estas ações uma violação grave da integridade desportiva. Para os comissários, a manipulação de motores selados representa um ataque direto aos princípios de justiça competitiva que regem o campeonato. Consequentemente, a desclassificação foi alargada às corridas de França e da Catalunha.
As repercussões para a Leopard Racing e para Adrián Fernández, irmão do piloto de MotoGP Raúl Fernández, são devastadoras. Uma temporada que se antevia promissora foi praticamente arruinada, restando o quarto lugar em Mugello como um dos poucos resultados válidos. O escândalo promete gerar um intenso debate sobre os processos de fiscalização técnica e a responsabilidade das equipas no cumprimento das regras.