Kimi Antonelli e George Russell prometem velar a Mercedes longe em 2026     Fotografia Imago
Kimi Antonelli e George Russell prometem velar a Mercedes longe em 2026 Fotografia Imago

Montoya diz que a Mercedes escondeu 3 a 4 segundos do ritmo real

Antigo piloto colombiano de fórmula 1 acredita que o W17 de Kimi Antonelli e George Russell foram mais rápidos do que aquilo que foi anunciado no 'shakedown' de três dias efetuado pela equipa no Circuito de Barcelona-Catalunha

O antigo piloto de Fórmula 1 Juan Pablo Montoya está convicto de que o ritmo demonstrado pelo novo carro da Mercedes durante os testes em Barcelona, no final de novembro, não corresponde às verdadeiras capacidades do W17.

Segundo o colombiano, de 50 anos, a diferença para o ritmo real é de 3 a 4 segundos, mas ainda está para se ver se os antigos campeões conseguiram esconder tão bem as suas verdadeiras capacidades. «Pelo que percebi, os tempos em Barcelona ainda estão 3 a 4 segundos aquém do potencial máximo do novo carro», comentou Montoya sobre o desempenho do Mercedes W17.

Andrea Kimi Antonelli e George Russell não foram os mais rápidos no shakedown em Barcelona, mas ambos completaram um total de 500 voltas em três dias, o que serviu de prova para a fiabilidade do novo sistema de propulsão da Mercedes.

Juan Pablo Montoya Fotografia Imago

«Como sempre, no início de uma nova fase de desenvolvimento da Fórmula 1, alguns vão sair-se melhor do que outros. A parte interessante é esta: se a Mercedes estiver realmente tão à frente dos outros, então as equipas que usam sistemas de propulsão da Mercedes deveriam ser fortes. E está para se ver quem será competitivo, a quem falta algo e onde cada um se posiciona em relação aos outros. Esta é a realidade», reforçou o Juan Carlos que nas seis temporadas em que competiu na fórmula 1, pela Williams e McLaren, somou sete vitórias em 30 pódios.

Ao mesmo tempo, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, expressou um otimismo contido antes do início da temporada. «Ainda não vimos o Max a atacar com o novo carro da Red Bull, nem vimos as verdadeiras capacidades da McLaren e da Ferrari. Por isso, quero ser mais cauteloso ao dizer que o primeiro teste foi ótimo para nós. Ainda não sabemos se é assim», explicou Wolff.