Ion Izagirre resistiu à dureza da prova em 2026 - Foto: IMAGO
Ion Izagirre resistiu à dureza da prova em 2026 - Foto: IMAGO

Montanha trama portugueses em dia de Izagirre

Veterano espanhol da Cofidis, que está na época de adeus à modalidade, guardou forças para um decisivo ataque que lhe permitiu ganhar o 68.º Grande Prémio Miguel Indurain numa edição marcada pela dureza do percurso

O espanhol Ion Izagirre (Cofidis), venceu, este sábado, o 68.º Grande Prémio Miguel Indurain (ex-Grand Prémio de Navarra), graças a um ataque decisivo a apenas dois quilómetros da meta, em Estella-Lizarra, Foi a terceira vitória do veterano de 37 anos na clássica navarra.

Naquela que é a sua última época como profissional, Izagirre demonstrou a sua experiência ao lançar um ataque certeiro na fase final da corrida, deixando para trás um pelotão já desgastado. Ion completou os 203,9 kmdo percurso em 5.00,29 horas, cruzando a linha de chegada com vantagem de 6s sobre o americano Quinn Simmons (Lidl-Trek). O francês Alex Baudin (EF Education-EasyPost) completou o pódio, a 10s de Izagirre.

Foi a 56.º vez que a prova, que teve a primeira edição em 1951 e mudou de designação em 1998, foi ganha por um espanhol.

A dureza do traçado montanhoso da prova refletiu-se no elevado número de desistências, que chegou a quase meia centena. Entre os que não terminaram a corrida estiveram os portugueses Lucas Lopes, Rafael Durães e Gonçalo Tavares, todos da Efapel.

Apesar de ter desistido, Rafael Durães foi um dos protagonistas do dia ao integrar uma fuga de cinco ciclistas na primeira passagem por Ibarra. O grupo chegou a dispor de uma vantagem superior a quatro minutos, mas foi alcançado pelo pelotão a cerca de 50 quilómetros da meta, quando a corrida entrou na sua fase decisiva.

O único português a concluir a prova foi Tiago Leal, também da Efapel, na 74.ª posição, a 9.45m Ion Izagirre.